Ping Pong

Posted by ComunicaINATAA, With 0 Comments, Category: Voluntariado,

Entrevista com nossa voluntária Luciana

Olá leitores. Hoje publicamos aqui a entrevista que fizemos com Luciana Guimarães, a voluntária da foto abaixo que já trabalha com o INATAA há 5 anos e  atualmente é a monitora do asilo Ondina. Na entrevista, ela conta um pouco de sua experiência para a gente e fala da importância dos voluntários que, como ela, trabalham sem cão.

Lu

INATAA – Como você conheceu o INATAA?

LG - Eu conheci através da faculdade quando a Kátia, uma de nossas adestradoras, foi convidada por um de meus professores a ministrar uma palestra. Eu acabei tendo um contato ainda mais próximo por causa de uma pesquisa científica que fiz. Comecei trabalhando no asilo Mão Branca, adorei o trabalho e acabei ficando.

INATAA - Quais foram os motivos que te levaram à iniciativa de participar desse projeto?

LG – Primeiro pelo lado profissional pois eu sou psicóloga e sempre me identifiquei com esse tipo de trabalho. Eu também sempre gostei de cachorro então acabou unindo as duas coisas. Além disso, minha avó tem Alzheimer, e foi daí que partiu a ideia de fazer uma pesquisa que relacionasse o Alzheimer com as terapias assistidas. No fim da pesquisa, acabei vendo muito resultado.

INATAA – Que tipo de resultado?

LG - Resultados super positivos. Eu vi idosos se arrumarem para receberem os cães. Outros se esforçarem para falar só para conseguir chamar o cachorro. Isso sem falar nos sorrisos e o fato de muitos lembrarem seu nome.

INATAA – Você trabalha sem cão. Não tem cachorro?

LG – Tenho três.

INATAA – E nunca tentou participar das atividades com eles?

LG - Quando eu entrei no projeto eu estava somente com dois cães mas eles já eram muito velhinhos então não tinham mais a idade adequada para se tornarem cães terapeutas. Quando eu adotei a terceira eu até tentei trazê-la mas ela não se adaptou pois não se dá bem com outros cães. Agora estou com uma filhote, vamos ver se ela se adapta.

INATAA – Na sua opinião, esses trabalhos trazem benefícios também para os cães?

LG - Com certeza. Tem cachorro que pede para vir, parece que eles sabem a data. Quando chega no domingo das visitas eles já ficam envolta da guia pedindo e quando você pega a bandana eles já ficam preparados. Então você vê que isso faz bem para eles também.

INATAA – E também existe a questão de que para participar é necessário um cuidado maior dos donos, certo?

LG – Sim. Para participar os cães tem de fazer exames, tomar vacinas e o parasitológico, além dos banhos periódicos. Porque aqui o cão recebe muito mais atenção e os idosos os abraçam e etc. Por isso é necessário esse cuidado extra.

INATAA – Existe alguma história interessante que você tenha presenciado nesses 5 anos de trabalho voluntário e que tenha te marcado?

LG – Me lembro do caso de uma senhora que escrevia e que fez um poema falando do benefício da visita dos cães para ela. Me lembro que ela contava que uma das cachorras babava muito e ela dizia que essa baba fazia bem para pele. Foi bem bonito.

INATAA – Alguma dica para quem tem interesse em participar e até para quem não tem cachorro?

LG – Acho que a primeira coisa é conhecer mais do projeto, ir nas palestras para entender qual é a proposta e aí sim vir nos fazer uma visita. E sobre os voluntários sem cão, eles são muito importantes também pois tem idoso que tem medo de cachorro mas que querem que você converse e dê atenção a eles. Então temos que ter na equipe tanto os donos com os cães quanto os voluntários sem cão.

Muito obrigada por sua colaboração Luciana!  Os idosos e toda a equipe do INATAA agradecem o trabalho e dedicação de todos esses anos.

Deixe uma resposta