Animais ajudam no tratamento de pacientes com Alzheimer

Posted by Gerenciador, With 2 Comments, Category: Estudos e Pesquisas, Reportagens, Terapia Assistida por Animais, Tags:, , , , , ,

Dom, 17 de Janeiro de 2010

O envelhecimento da população mundial acaba trazendo grandes desafios à sociedade moderna. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2000 a proporção de idosos era de 17,8 para cada 100 jovens. Mas esta estatística está mudando radicalmente. Estima-se que, em 2050, serão aproximadamente 102 idosos para cada 100 jovens, ou seja, o país ficará mais velho.

Nesse contexto, torna-se fundamental promover iniciativas para melhorar as condições de vida da população acima de 65 anos. Uma delas é tratar a senilidade, um fenômeno altamente fragilizante, provocado também pela Doença de Alzheimer, que aos poucos apaga as mais valiosas lembranças.

Esta moléstia integra o grupo das doenças mais comuns na velhice. Ataca o sistema cognitivo do indivíduo e acarreta a perda gradual da autonomia decorrente de um declínio funcional progressivo. Esse processo que deteriora sobretudo a memória, começa por perdas em curto prazo e se agrava, comprometendo as atividades diárias. Perda de concentração, desatenção, perda de iniciativa, retraimento social, abandono de passatempos e mudanças de humor, são alguns sintomas que podem aparecer.

NOVAS TERAPIAS

Um estudo realizado pela aluna de psicologia e pesquisadora do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Luciana Teixeira Guimarães, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), investigou os benefícios da terapia assistida com animais, em idosos institucionalizados com diagnóstico de processo de demência tipo Alzheimer.

Em seus estudos, a psicóloga identificou que os idosos, sobretudo quando institucionalizados, sentem uma enorme necessidade de receber demonstrações de afeto, como o toque, atenção e carinho, o que muitas vezes acaba não ocorrendo, pois, estão afastados do convívio social. De acordo com Luciana, este tipo de terapia enfatiza o tato e o contato, além de exercitar habilidades cognitivas como a memória afetiva, ou seja, aquela despertada por algum fato que traz lembranças com certa ligação afetiva.

A coleta de dados ocorreu por meio de observação, durante o tratamento em atividade assistida do Instituto Nacional de Ações e Terapias Assistidas por Animais (Inataa) – "Projeto Cão do Idoso", realizado na Associação Beneficente ‘A Mão Branca de Amparo aos Idosos’, em São Paulo. O método aponta diversos benefícios aos pacientes, tais como: diminuição da pressão sanguínea e frequência cardíaca, do uso de calmante e antidepressivo; melhora do sistema imunológico; estímulo da interação social; melhora da capacidade motora; diminuição da quantidade de medicamentos utilizados e melhoria da auto-confiança e auto-estima.

Segundo Teixeira, o projeto recebe o acompanhamento de profissionais de diversas áreas. Veterinários, psicólogos e assistentes sociais são alguns especialistas envolvidos. Os cachorros estão sempre muito limpos e com exames que comprovam sua saúde. São escolhidos levando-se em conta as necessidades dos assistidos, uma avaliação de comportamento, para impedir situações desagradáveis, como mordidas, latidos inadequados, brigas com outros cães, inquietude, ou mesmo a falta de interesse na interação.

"Na relação com o cachorro permeiam-se sensações, emoções, palavras, imagens e posturas. O animal passa a ser um caminho pelo qual o idoso pode expressar de forma corporal e simbólica com suas lembranças, seus sentimentos, pensamentos e conceitos. Recordar vivências é o caminho da re-significação da história pessoal presente. Caso estas senhoras tivessem suas comunicações invalidadas, consideradas sem sentido, avaliadas em falsas memórias, a sua verbalização diminuiria, o que poderia acarretar no avanço da situação de Alzheimer", finaliza Teixeira.

A pesquisa foi orientada pela professora Regina Célia Gorodscy, doutora em Psicologia Clínica pela Universidade de São Paulo (USP) e co-orientada pela docente Ruth Lopes, coordenadora do Programa de Estudos Pós Graduados em Gerontologia, da PUC-SP.

Assessoria de Comunicação Social do CNPq

Fonte: Diário Popular, http://diariopopularpr.com.br/index.php?option=com_content&view=article&catid=13:municipal&id=20099:animais-ajudam-no-tratamento-de-pacientes-com-alzheimer

2 Comments
  1. Date: junho 2, 2010
    Author: Ranee

    ótimo poster, Parabéns pelo blog! possue um conteudo muito bom, estou sempre aconpanhando. Quando poder visite o meu tb, te um conteúdo legal, http://sofamosidade.blogspot.com bjs

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