Estudo – TAA para Crianças com Autismo

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Realizado em parceria inédita entre o Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, o INATAA, a Marinha do Brasil e o Centro Educacional de Integração Paulista, o Projeto Infante estuda os efeitos da Terapia Assistida por Animais para crianças com autismo. Este trabalho foi apresentado no 3rd Canine Science Forum, Barcelona, Espanha, 2012.
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Terapia Assistida por Animais para Crianças com Autismo:
Um Estudo Piloto da Evolução do Relacionamento entre a Criança e o Cão

Monica Baptista Ciari, Marie Odile Monier Chelini, Juliana Rhein Lacerda, Carolina Faria Pires Gama Rocha, Emma Otta
Contato com o autor: monica.ciari@gmail.com
Orientadora: Profa. Dra. Marie Odile M. Chelini
Programa de Pós-graduação: Psicologia Experimental
Nível do trabalho: Mestrado

Introdução:
Um crescente número de evidências sugere que a Terapia Assistida
por Animais é eficaz para o progresso das habilidades sociais em indivíduos com
autismo (Nimer & Lundhal, 2007). Entretanto, ainda não está esclarecida quais
especificidades do comportamento do cão podem ser responsáveis por esses
resultados.
Objetivo: O propósito deste projeto piloto é verificar a viabilidade de se estudar o
estabelecimento do relacionamento entre cão e criança através da codificação de
comportamentos interativos em vídeos focados primariamente na criança.
Método: Nosso trabalho é parte do Projeto Infante, um estudo dos benefícios da
introdução de cães na terapia de crianças com autismo. Crianças com autismo
severo recebem 20 sessões de terapia ocupacional em blocos alternados com e
sem cão. Todas as sessões são registradas em vídeo. Analisamos cinco minutos (do
min. 8 ao 13 da sessão) do segundo e do último encontros de duas díades (D1 =
menina de 13 anos e cadela pastora belga de Mallinois; D2 = menino de 8 anos e
cadela Labrador retriever de 7 anos) escolhidas para representar dois tipos de
interação, ambas com efeitos positivos na interação social com a terapeuta:
enquanto em D1 a menina evita contato com o cão, D2 interage harmoniosamente.
Registramos frequência (f) e duração (d) da direção do focinho (df) e da posição
relativa do cão e demais participantes, bem como a frequência de comportamentos
amigáveis (ca) tais como abanar a cauda, lamber uma parte do corpo do
participante, tocar um participante com o focinho ou a pata, entre outros.
Resultados e Discussão: Como esperado, em D1 a frequência de comportamentos
amigáveis dirigidos à menina diminuiu de 9 para 0, da segunda para a última
sessão, embora tanto a frequência como a duração da direção do focinho (df) em
relação a ela permaneceu similar. Em D2 observamos um aumento tanto na duração
como na frequência de ambas as categorias (df: f1 = 7, f2 = 19, d1 = 2s, d2 = 70s;
ca: f1 = 2, f2 = 5).
Conclusão: Estes resultados apoiam a relevância dos comportamentos
selecionados para a observação da evolução do relacionamento social entre o cão e
a criança com autismo.

Referência:
Nimer,J.; Lundahl, B. 2007. Animal-Assisted Therapy: A Meta-Analysis.
Anthrozoos, 20:225-238.
Palavras-chave: Terapia Assistida por Animais, Comportamento Animal, Autismo
Agências Financiadoras: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível
Superior, Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
Agradecimentos: Escola de Educação Especial Paulista, Marinha do Brasil,,
Instituto Nacional de Ações e Terapias Assistidas por Animais, Bayer.
Poster apresentado no 3rd Canine Science Forum, Barcelona, Espanha, 25 a
27/07/2012

Poster apresentado no 3rd Canine em Barcelona

Poster apresentado no 3rd Canine Science Forum, Barcelona, Espanha, 2012

(clique na imagem para visualizar)
Leia mais sobre o Projeto Infante e a parceria com o INATAA no
www.inataa.org.br/projeto-infante.htm

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