Quando chega a hora de pendurar as luvas

Posted by Marcela Marchi, With 0 Comments, Category: Histórias de Terapeutas, Voluntariado,

Maguila vai se aposentar!

Depois de muito trabalho todo nós merecemos descansar não é mesmo? Pois os nossos cães terapeutas também! E agora chegou a hora do Maguila curtir um bom e merecido descanso.

Vamos sentir muita falta do nosso amigão, mas temos certeza que as boas memórias ficarão para sempre gravadas em nossos corações! Para relembrarmos os bons momentos e contar para gente como foi essa experiência vamos conversar com a Fran, mãe e tutora do Maguila, que continuará como voluntária do INATAA 🙂

Fran e Maguilla1 - Oi Fran! Chegou a hora do nosso querido Maguila se aposentar.... Vamos relembrar o comecinho desta história? Conta para a gente quando foi que ele começou a atuar como um cão terapeuta.

Fran: O Maguila começou a sua carreira como cão terapeuta em janeiro de 2010. 

2 – Você acha que o Maguila curtiu toda essa experiência? Como ele costuma demostrar para você que está satisfeito com o trabalho?

F: Sim e muito. Toda quinta-feira, que é o dia do trabalho, que eu coloco a camiseta e ele a bandana em casa, ele já sabe que é dia de trabalhar e fica todo animado, abanando o rabo.

4 – E agora quais são os planos para aposentaria do Maguila? Muita sombra, petiscos e água fresca? Rs

F: Agora é hora de descansar em casa, passear na rua e rever os amigos e curtir a aposentadoria.

5 – Bom, sabemos que o Maguila vai descansar, mas você continuará como nossa voluntária, quais serão as suas atividades daqui pra frente?

F: Eu vou continuar como voluntária sem cachorro, me dedicando ao trabalho igualmente.

6 – O que você diria para quem está começando os trabalhos agora? Vale a pena ser voluntário?

F: Eu acho que vale a pena, desde que você se proponha a aceitar e seguir todas as regras e principalmente ter amor pelo o que está fazendo, ser voluntário é uma escolha própria e por isso deve ser de entrega de corpo e alma. Os olhos dos voluntários não podem ser de dó e de pena e sim de satisfação por ajudar alguém que precisa. Aqueles 60 minutos em que "armamos o circo" nos desligam do mundo lá fora, e estamos concentrados em semear felicidade.

Sentiremos muita falta de ver o Maguila atuando como cão terapeuta, mas ainda teremos muitas outras oportunidades para nos encontrarmos e matarmos a saudade!

Fran, obrigada por continuar com a gente! Que venham mais anos de parceria!

Depois que seu cãozinho se aposentar, continue com a gente!

A força do voluntariado é o que faz o INATAA ser o que é! Sem a energia de dezenas de pessoas que dedicam parte do seu tempo e talento aos nossos projetos, certamente não conseguiríamos fazer nada. Então mesmo que o seu cãozinho tenha se aposentado, o seu trabalho como voluntário ainda é muuuuito importante para a gente!

Foi isso que a Alessandra fez, tutora da Lunes, cadela terapeuta aposentada, ela também continuou como voluntária. E permanece atuando com o que faz de melhor, visitando e interagindo com os assistidos. Quer saber como tem sido essa experiência? Então confira o que ela contou pra gente:

Alessandra e Lunes1 – Olá Ale! Quanto tempo você atuou como voluntária junto com a Lunes?

Alessandra: Sou voluntária do INATAA desde a sua fundação. Mas antes trabalhava com a Lunes no projeto cão do idoso, que realizava o mesmo tipo de trabalho.

Somando os períodos, completamos nove anos de exercício na atividade assistida com animais, sempre visitando os asilos quinzenalmente.

2 – E como foi a sua decisão de permanecer como voluntária no INATAA? O que te motivou a continuar aqui com a gente?

A: A Lunes começou o trabalho com oito anos de idade, ou seja, não era muito jovem. Hoje ela está com dezessete anos.

Sou apaixonada por essa atividade que até o último ano exerci com ela ao meu lado.

Continuar a desempenhá-la sem a companhia da Lunes foi uma decisão que exigiu adaptação da minha parte, na medida em que a aproximação requer uma maior conquista de confiança, empatia e compaixão, sentimentos que, a mera presença do cão, são capazes de garantir, não necessitando de palavras racionais já que o afeto é inerente.

3 – Como é a experiência de atuar nas visitas sem a sua fiel companheira?

A: A Lunes é muito lembrada nas visitas por alguns dos assistidos.

No início, sem a sua companhia, senti que estava faltando algo e achei que não iria conseguir continuar depois de tantos anos trabalhando em conjunto, que não tinha capacidade de interagir sem ela.

Mas resisti. Hoje consigo levar o meu melhor para as visitas, embora sempre sinta saudade da sua presença.

 

4 – O que você tem aprendido nesta nova função?

A: A realização do trabalho sem a participação da Lunes me ensinou novas formas de interação e de aproximação, novas maneiras de afeto e de carinho. Embora tenha sido difícil no início, posso dizer que já me encontro adaptada à função.

 

Obrigada por continuar com a gente Ale! Você é muito importante para nós!