Os benefícios potenciais da Terapia Assistida por Animais para crianças com necessidades especiais

Posted by Gerenciador, With 3 Comments, Category: Sem categoria, Terapia Assistida por Animais, Tags:, , , , , , , , ,
Por Dawn OTR Oakley / L e Bardin Gail, OTR / L
fonte: http://www.kidneeds.com/diagnostic_categories/articles/animalassistedtherapy.htm (english version)
Segundo o jornalista Odean Cusack, "Qualquer um que já tenha possuído um animal de estimação vai facilmente identificar os benefícios de se relacionar com um amigo peludo, de penas, ou barbatanas. Os animais são divertidos de se estar ao redor e reconfortantes para se tocar. Suas travessuras inspiram humor e um sentimento de despreocupação, um retorno à infância por causa de seu espírito alegre. Cuidar dos animais de estimação incentiva o nutrir, a responsabilidade e a adesão de uma rotina diária. Animais de estimação permitem aos seus proprietários sair fora de si próprio e colocar de lado receios de um futuro incerto. Animais vivem o agora e interagir com eles nos faz cientes do presente, com todas as suas alegrias e características individuais."
Maitê, Bichon Havanês, durante trabalho no Inst.  Dante Pazzanese de Cardiologia

Maitê, Bichon Havanês, durante trabalho no Inst. Dante Pazzanese de Cardiologia

Para as crianças com necessidades especiais, a capacidade de interagir com um cão, gato ou outro amigo peludo pode ter um impacto muito positivo sobre a sua qualidade de vida. Interagir com um animal de estimação pode  potencializar a recuperação de uma doença grave. A interação pode mudar comportamentos, criar um senso de responsabilidade e até mesmo melhorar a capacidade de uma criança participar no tratamento terapêutico, levando a realizações em relação às metas e objetivos identificados. As crianças muitas vezes criam confiança e facilmente atingem um nível de intimidade com os animais. Esta ligação especial contribui para a eficácia dos animais de estimação como co-terapeutas.

Os benefícios potenciais da Terapia Assistida por Animais para as crianças com necessidades especiais têm sido abraçados pela equipe de Terapia Ocupacional do Hospital St. Mary's for Children. O uso de Terapia Assistida por Animais começou como um programa piloto em dezembro de 1998. O programa foi iniciado com uma sessão mensal com um cão e um pequeno grupo de crianças. Ele evoluiu rapidamente durante os últimos dois anos para incluir vários cães visitando Hospital St. Mary's for Children de três ou quatro vezes por mês. A terapia ainda é realizada em nível de grupo, mas um componente individual foi adicionado, que inclui visitas diretamente aos leitos dos pacientes.
Durante as sessões, cada criança trabalha com sua terapeuta ocupacional, na sua cadeira de rodas ou em um acolchoado, dispostos em um círculo. O terapeuta utiliza uma variedade de técnicas de tratamento para levar a criança a trabalhar visando objetivos específicos, enquanto interage com o cão.
Por exemplo, uma criança se recuperando de uma lesão cerebral traumática demonstra uma dificuldade considerável ao se vestir e arrumar a si mesmo, devido à perda de função em um braço. O terapeuta pode pedir que a criança utilize o braço fraco para acariciar o animal, escová-lo ou até mesmo alimentá-lo. O terapeuta ainda pode adicionar um peso de pulso no braço fraco, a fim de desenvolver força, ou usar uma escova adaptada com uma alça especial para ajudar a criança a segurá-la. A criança se mantém motivada e animada para participar do tratamento, assim contribuindo para atingir os objetivos do tratamento de forma mais rápida e fácil.

Alina e Namour durante visita às crianças no Inst. Dante Pazzanese de Cardiologia

Alina e Namour durante visita às crianças no Inst. Dante Pazzanese de Cardiologia

O terapeuta ocupacional conduz a sessão de terapia utilizando o cão como um facilitador para o desenvolvimento de habilidades necessárias para a criança conseguir independência e poder brincar e aprender. As crianças reagem com entusiasmo, sempre ansiosas para a próxima visita de seu "terapeuta peludo". A motivação das crianças para interagir com o cão, permite que o terapeuta ocupacional trabalhe a utilização das competências necessárias para a independência em áreas como como: limpeza, vestir-se; jogo e brincadeiras; habilidades cognitivas e habilidades motoras. Os terapeutas ocupacionais envolvem as crianças em atividades motivacionais que os ajudam a alcançar, na medida do possível, a independência e habilidades de aprendizagem adequados ao seu nível etário individual.
"À medida que aceitamos os animais como curadores em potencial e como grandes contribuintes para a nossa saúde, felicidade, bem-estar e vitalidade, podemos, em sã consciência, continuar indiscriminadamente a explorá-los e depender deles à vontade", diz o autor Odean Cusack. Dr. Albert Schweitzer, conhecido por seus esforços humanitários e científicos em prol das pessoas em necessidade de cuidados médicos. Ele uma vez disse que precisamos de um novo e mais sábio conceito sobre os animais. Se continuarmos a aceitar o valor e os benefícios potenciais da utilização de animais de estimação na prestação de serviços de terapia ocupacional para crianças com necessidades especiais em ambientes como no Animal Assisted Therapy Programa de St. Mary's Hospital for Children, podemos finalmente estabelecer a visão Schweitzer.
Para informações adicionais sobre o programa de Terapia Assistida por Animais do St Mary's Hospital for Children você pode contactar: Gail Bardin ORT/L, Department of Occupational Therapy, St. Mary's Hospital for Children, 29-01 216th street, Bayside, New York 113600 (718) 281-8801.

Tradução: Laís Aranha

3 Comments
  1. Date: novembro 3, 2010
    Author: Alice Rassele

    Boa noite! Meu nome é Alice, e sou monitora do projeto "Bicho Solidário" Da Universidade de Vila Velha - ES. Nós fazemos trabalhos na instituição com crianças portadoras de necessidades especiais, e em um asilo com os idosos, está sendo muito gratificante! Agora estamos querendo ter a experiência com Hospitais, e gostaríamos de saber quais exigências são feitas para um cão ou um gato, entrar em um hospital para realizar este trabalho? Desde já agradecida, Alice Rassele.

  2. Date: novembro 5, 2010
    Author: INATAA

    Boa noite Alice, Muito obrigada pelo seu comentário, e parabéns pelo trabalho! Ficamos muito felizes ao saber dos novos projetos que estão surgindo Brasil afora! Olha, nós temos exigências parecidas para todos os cães que trabalham conosco. No INATAA, para um cão ser aprovado deve passar primeiramente por um teste de comportamento. Essa avaliação é realizada pelas nossas especialistas em comportamento animal. Na sequência o dono deve apresentar a carteira de vacinação atualizada com as 4 vacinas necessárias (V8/V10, Raiva, Giárdia e Tosse dos Canis) e também deve apresentar o laudo negativo no exame de fezes. Além desses requisitos, o cão que trabalha no hospital deve ser castrado. A castração é primordial, já que evita comportamentos indesejados no cão, evita períodos de afastamento por cio por exemplo, evita a demarcação de território (xixi indesejado), além de preservar a saúde do animal. Recomendamos a castração para todos os cães, mas é obrigatória para os cães que trabalham nos hospitais. Por enquanto não trabalhamos com gatos. Mas acredito que os pré-requisitos dos cães devem-se aplicar à eles, e também é necessário que um especialista em comportamento de gatos avalie os animais e acompanhe o trabalho para se certificar que não existe risco para os pacientes. Para mais informações, veja no nosso site os manuais dos voluntários para trabalhar conosco: Saúde: http://www.inataa.org.br/saude.htm Comportamento: http://www.inataa.org.br/comportamento.htm Manuais dos voluntários: http://www.inataa.org.br/textos.htm Qualquer dúvida, pode entrar em contato conosco, ficaremos felizes em ajudar no que pudermos! Um abraço, Laís Aranha - Equipe INATAA marketing@inataa.org.br

  3. Date: dezembro 6, 2010

    Incredible information provided, thank you!

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