O efeito misterioso dos animais de estimação em crianças doentes

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A interação com os animais produzem resultados palpáveis, dizem famílias

POR CARLA BARANAUCKAS, Edmonton Journal
Fonte: www.vancouversun.com

Muitos animais de companhia, sendo cães de serviço ou de estimação, têm um efeito perceptível sobre a saúde humana, mas ainda não foi completamente compreendido pelo estudo científico.

Muitos animais de companhia, sendo animais de serviço ou de estimação, têm um efeito perceptível sobre a saúde humana, mas que ainda não foi completamente compreendido pelo estudo científico.

Fotografia por: Photos.com, Canwest News Service

Quando Chad, um Labrador amarelo, foi morar com a família de Claire Vaccaro, em Manhattan, na primavera passada, ele já tinha um papel importante. Como um cão de serviço para autismo, ele estava se juntando a família para ajudar a proteger o filho dos Vaccaro de 11 anos de idade, Milo (especialmente em público, quando muitas vezes teve acessos de raiva ou tentou fugir).
Como muitos animais de companhia, sendo cães de serviço ou animais de estimação, Chad teve um efeito imediato - o tipo de efeito que é perceptível, mas ainda não foi completamente compreendido pelo estudo científico. E ele foi além da linha que une cão e um menino em público.
"Dentro de, eu diria, uma semana, notei grandes mudanças", disse Vaccaro sobre Milo, cujo autismo prejudica sua capacidade de se comunicar e criar laços sociais. "Mais e mais mudanças aconteceram ao longo dos meses com o aumento do vínculo entre eles. Ele está muito mais calmo. e pode se concentrar por períodos de tempo mais longos. É quase como se tivesse se livrado de uma nuvem cinza."
Dra. Melissa A. Nishawala, diretora clínica do serviço do espectro do autismo, no Child Study Centre em New York University, disse que viu "uma mudança importante e notável" em Milo, mesmo que o cão apenas estivesse sentado calmamente na sala. "Ele começou a me dar narrativas de uma forma que nunca fez", disse ela, acrescentando que a maioria delas eram sobre o cachorro.
As mudanças foram tão profundas que Vaccaro e Nishawala estão começando a falar sobre retirar gradualmente alguns dos medicamentos de Milo.
Há inúmeras histórias de casos em que os animais de companhia foram benéficos para saúde humana, mas os estudos em profundidade têm sido raros. Atualmente, a Eunice Kennedy Shriver National Institute of Child Health and Human Development, parte dos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA, está empreendendo esforços para estudar se estes animais podem ter um impacto tangível sobre o bem-estar das crianças.
Em parceria com o Centro de Waltham de Nutrição Animal, na Inglaterra, o Child-Health Institute está em busca de propostas que tenham "foco na interação entre humanos e animais".
O Child-Health Institute está à procura, em particular, de estudos sobre como essas interações afetam o desenvolvimento típico e saúde, e se elas trazem benefícios terapêuticos de saúde. Ele também convida à apresentação de estudos que "objetivem o porque dos relacionamentos com animais de estimação serem mais importantes para algumas crianças do que para outras" e que "explorem a qualidade da relação criança-animal, observando a variabilidade das relações homem-animal dentro de uma família."
O interesse dos institutos nacionais neste tipo de investigação já remonta, pelo menos, duas décadas. Valerie Maholmes, que dirige pesquisas sobre o desenvolvimento e comportamento infantil no instituto de saúde das crianças, disse, em uma reunião de grande alcance em 1987, que o NIH "concluiu que era necessário haver muito mais pesquisa", especialmente sobre o desenvolvimento infantil (com a interação criança-animal).
Outras sessões confirmaram a necessidade de investigação, mas a maioria dos estudos tinham foco nas interações negativas (por exemplo, as maneiras como os animais de estimação poderiam espalhar doenças), disse James A. Griffin, vice-chefe do instituto de desenvolvimento e comportamento infantil.
Enquanto isso, o Centro de Waltham foi alargando a sua própria investigação para fazer alguns pequenos estudos sobre a interação homem-animal, disse Catherine E. Woteki, diretora global de assuntos científicos para a Mars Inc. "Nós somos uma empresa de alimentos para animais de estimação e pet-care," disse ela," e nós estamos interessados em ver que este relacionamento permanece forte. "
As pessoas que trabalham com animais esperam pesquisas que comprovem e deêm credibilidade às suas observações. No Hospital Infantil de Orange County, na Califórnia do Sul, por exemplo, dezenas de voluntários levam regularmente seus cães para visitar pacientes.
Crianças em tratamento de doenças graves têm, muitas vezes, tristeza, ansiedade ou depressão. "Os cães animam seus dias", disse Emily Grankowski, que supervisiona o programa de Terapia Assistida por Animais no hospital.
Alguns pacientes que se recusaram a falar com pessoas, conversam com os cães, ela disse, e outros que se recusaram a movimentar-se geralmente se movem até os cães para que possam brincar com eles. Desta forma, os animais passam a fazer parte do programa terapêutico, especialmente nas áreas que envolvem expressão, fala e movimento.
"O vínculo entre humanos e animais ultrapassa o intelecto e vai direto para o coração e as emoções, ele nos alimenta de maneiras que nada mais consegue", disse Karin Winegar, autora do livro, “Salvo: animais resgatados e as vidas que transformam”, uma série de crônicas sobre as interações homem-animal.
"Nós vimos isso de costa a costa do país, quer se trate de crianças deficientes em um centro de equitação na Califórnia ou um lar de idosos em Minnesota, onde uma mulher com Alzheimer não poderia reconhecer o marido, mas ela poderia reconhecer o seu amado cachorro."

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Tradução: Laís Aranha

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