Ações Assistidas por Animais na Zootec 2013
A presidente do INATAA, Fátima Neves, esteve na Zootec 2013 palestrando sobre as Ações Assistidas por Animais e o INATAA. Confira o relato da sua experiência:
O Zootec é o maior evento técnico-científico da Zootecnia no Brasil. Contando com 23 edições, tendo a última edição em Cuiabá contado com 2.700 inscritos, congrega estudantes e profissionais da área da Zootecnia. Eram esperados mais de 3000 inscritos para o Zootec de 2013 em Foz do Iguaçu, ainda não temos os dados oficiais.
Tradicionalmente a Zootecnia trabalha com animais de produção, por exemplo, avicultura, bovinocultura, mas há alguns anos esse leque se abriu e o Zootecnista está inserido também em zoológicos, projetos com animais silvestres e agora chegou a vez do Zootecnista se abrir para os animais de companhia. Cães e gatos são um nicho de mercado ainda pouco explorado pelos Zootecnistas. Alimentação, melhoramento genético, bem estar e comportamento são bases da área de atuação do Zootecnista e isso está diretamente interligado com os animais de companhia e em especial com os animais que desenvolvem a TAA.
O INATAA foi indicado para levar as Ações Assistidas por Animais a esse público.
O evento foi grandioso, organizado pela Unioeste, muitas atividades ocorreram simultaneamente, subdivididas em temas. Impecável. A presidente do evento, Ana Alix Mendes Oliveira, simpática, atenciosa e incansável, formou uma equipe irretocável, desde nossa chegada, com membros sempre dispostos a nos atender, esclarecer as dúvidas e tornar nossa participação e nossa estada as melhores possíveis.
Emocionante ver tanta gente, de tantos lugares distintos, de todas as faixas etárias, de estudantes a profissionais com muita experiência, envolvidos e dedicados a transmitir, receber e compartilhar conhecimento, objetivando tornar seus profissionais cada vez melhores. Professores, muitos professores que não perdiam a menor oportunidade para associar uma frase, numa conversa, que até então era informal a um dado profissional de relevância.
Eu, psicóloga, urbana, peixe fora d’água, certo? Errado! Impossível não ser envolvida por esse clima tão fértil de aprendizado e troca.
Mostramos na nossa palestra, o que são as Ações Assistidas por Animais, quem somos nós e o que fazemos. Colocamos as perspectivas e necessidade de pesquisas e documentação. E, lançamos uma reflexão aos profissionais de zootecnia:
“As configurações urbanas tiraram vários animais, principalmente o cão do convívio natural e funcional. Hoje temos cães de caça, de pastoreio, de faro, de corrida, inseridos em residências, em famílias, em geral sem outros cães, formando novos grupos.
Seria a A/E/TAA uma forma de recolocarmos os cães na condição de funcionais e colaboradores com os humanos, função que têm desde sempre?”
Fátima Neves – colaboração Tula Verusca Pereira
Voluntariado INATAA
Posso ser voluntário sem cachorro?
Por Laís Milani, membro da diretoria de Terapia Assistida por Animais do INATAAMuitas pessoas nos procuram porque acham nosso trabalho bonito e querem ajudar de alguma forma. Porém, algumas dessas pessoas não têm cachorro ou tem um cachorro que não possui perfil para o trabalho que o INATAA desenvolve, daí vem a pergunta: “Posso ser voluntário, mesmo sem cachorro?”
Claro que pode!!

o INATAA prioriza os voluntários sem cão para funções relacionadas à monitoria dos atendimentos
O INATAA também busca voluntários sem cão para o trabalho, e eles são fundamentais nas nossas atividades.
Nas visitas, às vezes percebemos que alguns pacientes que não querem se aproximar dos cães, seja por medo, por não conhecê-los, por não estar se sentindo bem ou por inúmeras outras razões. Assim, temos que respeitar este paciente e não iremos nos aproximar dele com um cão. E é aí que entra o voluntário sem cão! Cabe ao voluntário sem cão realizar a aproximação com este paciente, entender o motivo pelo qual ele quer se manter afastado, explicar nosso trabalho, estabelecer um vínculo com este paciente e tentar introduzir o cão na relação para que este possa se beneficiar desta interação.
E se o assistido continuar não querendo o contato com o cão? Não tem problema! O voluntário sem cão continuará visitando-o normalmente, de forma que este não se sinta excluído da atividade realizada.
Outra situação comum é encontrar pacientes que dividem o mesmo quarto, onde um gosta de cachorro e o outro não. Nesses casos, deve-se respeitar o espaço do paciente, não entrando no quarto com o cão.

qualquer voluntario que quiser ajudar, seja com ou sem cão, será muito bem vindo
E o paciente que esta lá e gosta de cachorro, vai ficar sem interagir com eles? Não! E é aqui que entra, novamente, o voluntário sem cão, realizando o contato com este paciente, ainda no quarto, e levando-o a outro local para interagir com o cão, de forma a que o cão não invada o espaço do paciente que não quer este contato.
No momento em que o voluntário está conduzindo um cachorro, ele tem que ficar muito atento ao cão e ao assistido, sendo necessário direcionar todo seu foco para esta relação. Enquanto que o voluntário sem cão consegue visualizar o atendimento como um todo, prestando atenção nos voluntários, pacientes e cães, de forma a melhor orientar os voluntários que estão conduzindo seus cães. Sendo assim, o INATAA prioriza os voluntários sem cão para funções relacionadas à monitoria dos atendimentos.
O trabalho com o cão exige tanta atenção do voluntário que está trabalhando que, visando manter a qualidade do nosso trabalho, o INATAA tem como regra que cada voluntário pode conduzir somente um cão por atendimento.
E os voluntários que possuem mais de um cão apto a realizar o trabalho? Não podem levar todos os cães para o atendimento?
Aí, novamente, entram os voluntários sem cão, que podem ser treinados para conduzirem cães de outros voluntários. Lembrando que é necessário que este cão seja treinado para ser conduzido por outro voluntário.
Os atendimentos realizados pelo INATAA chamam muita atenção, porém, para que estes aconteçam é necessária uma estrutura muito sólida e organizada. E este é outro foco de trabalho para um voluntário sem cão. O INATAA possui funções administrativas que são realizadas sem a necessidade do cão!
As possibilidades são muitas! E qualquer voluntario que quiser ajudar, seja com ou sem cão, será muito bem vindo.
Mais importante que trabalhar com seu cão, é realizar o voluntariado com amor, doação e comprometimento! Para estes voluntários, a porta do INATAA estará sempre aberta!!
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Para aqueles interessados, o INATAA está com inscrições abertas para a próxima Palestra para novos Voluntários, que marca o início do treinamento de uma nova turma de voluntários trabalhando com ou sem cão. Os interessados devem enviar um email até amanhã (dia 03/05, sexta-feira) para voluntarios@inata.org.br
A palestra acontece no domingo, dia 05/05 as 9h
Homenagem
Uma simpatia de nome Bernardo

Bernardo, trabalhou como cão terapeuta no asilo Ondina Lobo
Recebemos com tristeza a notícia de que perdemos mais um cão terapeuta na semana passada. O querido Bernardo, que estava aposentado do trabalho nos asilos, já deixa saudades.
Sua carinha amassada passava o olhar doce de uma criatura que distribuía lambidas e recebia com grande prazer os afagos de todos que o encontravam pelo caminho. Encantou os idosos do asilo Ondina Lobo, fazia as visitas com alegria mesmo com dificuldades em dias muito quentes.
Essa criaturinha simpática conquistava a todos, inclusive tinha um perfil próprio no Facebook onde encantava com as suas fotos todos os dias. Exalava alegria, só podemos imaginar a falta que está fazendo para Eliza, sua dona, tutora e amiga.
Gostaríamos de deixar aqui os nossos sentimentos Eliza, e agradecer pelos momentos que pudemos compartilhar com vocês dois durante o voluntariado no INATAA. Para o que precisar, estamos aqui de braços abertos.
Homenagem
Homenagem à uma pequena grande cadelinha.
Era uma vez uma criadora que viajou para Portugal e trouxe uma fêmea, beirando a perfeição.
Era uma vez uma cachorrinha. Que nasceu em Portugal e se mudou para o Brasil porque a criadora a escolheu.
Essas duas, juntas, fizeram muitas coisas. Participaram de provas de estrutura e ganharam várias vezes “o melhor da raça”, o que significa que a tal cachorrinha atendia todos os padrões determinados pela cinofilia. Tinha tudo para ser uma excelente matriz. E foi. Teve muitos filhotinhos, que foram fazer várias famílias felizes.

Fafá
Mas ela não era uma cachorrinha comum. Ela tinha um quê de especial.
A tal criadora, também não era uma criadora comum. Quando chegou o momento de aposentar a matriz famosa, ela não a esqueceu no canil. Também não a colocou para doação, como a maioria faz. A cachorrinha, agora na meia idade, tornou-se cada vez mais um membro da família.
Como ambas eram especiais, a criadora resolveu compartilhar com as pessoas as alegrias que a cachorrinha lhe proporcionou. A criadora passou a ser voluntária e a cachorrinha transformou-se em um cão terapeuta.
Focinho amassado, grandes e lindos olhos. Uma imensa ternura. E uma capacidade infinita de dar beijinhos e de se ajeitar nos colos das idosas. Passeava no colo das cadeirantes como quem desfilava, para que todos vissem. Cada colo, cada rosto, um monte de beijinhos. Todos os beijinhos, que as idosas tanto adoravam. E o que ela não fazia por um queijinho. Sim, o petisco daquele focinho de beijinhos era, queijinho!!!
Sua carreira de cão terapeuta foi curta, mas, foi inesquecível. Dia 16/04, aos 10 anos, a Fafá de Belém, uma Boston Terrier da nossa voluntária Maria del Rocio, virou estrelinha. Foi distribuir seus incríveis beijinhos aos idosos que também já são estrelas. E foi brincar, e procurar queijinhos, junto aos nossos outros terapeutas que a estavam esperando.
Obrigada Rocio, por ter-nos permitido conhecer essa incrível criatura. Obrigada por tê-la compartilhado conosco e com nossos assistidos. Que todas as alegrias vividas em companhia dela fiquem na sua memória e confortem seu coração.
Um beijo, equipe Inataa
Bahia importa cães salva-vidas para resgate de banhistas
Via Uol Mais
O Brasil importou do Canadá um cão salva-vidas treinado para o resgate de banhistas. Ao todo, seis animais vão compor a equipe de salvamento nas praias da Bahia. A vinda dos cães faz parte das preparações para a Copa do Mundo de 2014. Eles vão ajudar no resgate de banhistas na Praia de Ipitanga durante o mundial.
O Brasil importou do Canadá um cão salva-vidas treinado para o resgate de banhistas. Ao todo, seis animais vão compor a equipe de salvamento nas praias da Bahia.
Jack tem três anos e foi treinado no Canadá para auxiliar os salva-vidas em resgates no mar. A pata em forma de nadadeira, típica da raça Terranova, facilita a locomoção na água, assim como o tamanho e a força do animal.
Ele é o primeiro cão treinado para salvamentos aquáticos no Brasil e já faz exercícios em Lauro de Freitas, na região metropolitana de Salvador. A praia escolhida para os treinos tem alto índice de afogamentos.
Além de Jack, outros cinco cães da raça Terranova devem chegar à Bahia para compor a equipe canina de salvamento. A vinda dos cães faz parte da preparação baiana para a Copa do Mundo de 2014. Eles vão ajudar no resgaste de banhistas na praia de Ipitanga durante o Mundial.
Cada cão vai custar R$ 20 mil. Por enquanto, os animais ficarão em um canil particular até que uma estrutura seja construída para abrigá-los.
Comportamento Animal
O cão não quer trabalhar. Preguiça ou cansaço?
Por Katia Aiello, Psicóloga e Adestradora Comportamentalista, membro da diretoria de Comportamento Animal do INATAA
Para quem está a algum tempo trabalhando com Terapia Assistida por Animais (TAA) possivelmente já deve ter passado por isso: Depois de 15 ou 20 minutos na sessão o cão vai deitar longe do assistido, se chamam para voltar ele não obedece e geralmente fica deitado com a cara em cima do pote de água bebendo uns golinhos a cada minuto.
Por que ele tem este comportamento?
Pode ser por 3 principais motivos:
1- O cão está com calor
2- O cão está indisposto
3- O cão está fazendo “corpo mole”
Como fazer para identificar essas 3 probabilidades?
1ª - Essa é a mais fácil, se o tempo está muito seco, se a sala está sem ventilação e sua respiração está um pouco mais acelerada, provavelmente ele está com calor. Também, com calor o cão não consegue ficar muito tempo com a bolinha na boca.
2ª – Um cão pode ficar cansado rapidamente numa sessão caso ele esteja com algum incômodo. Se antes da terapia ele apresentou diarréia ou vomitou, ele pode estar com uma indisposição estomacal. Diferente do calor, o cansaço por problemas gastrointestinais deixa o cão mais quieto, ele saliva mais ficando sempre com o queixo molhado e a boca semi-aberta ou fechada. Também precisa ser observado se na sala ele ingeriu algum produto ou engoliu algum brinquedo. Nesses dois casos, o mais comum é ele ficar com ânsia e vomitar logo depois de ter engolido.
3ª – Se a temperatura ambiente estiver boa, se ele está com o intestino ótimo, se não vomitou e se na sala ele não ingeriu nada, muito provavelmente ele está com preguiça. O cão assim como os humanos tem seus dias de moleza, de querer ficar com a barriga para cima sem fazer nada.
A minha recomendação é a seguinte, se estiver com calor, dê bastante água a ele e deixe-o descansando por uns 10 minutos. Depois retornem para dar continuidade à sessão. No segundo caso, isto é, se estiver indisposto, interrompa a sessão, leve-o embora e entre com o plano B. Todo profissional de TAA deve ter uma atividade sem o cão para justamente poder usá-la nesses momentos.
Agora, se tudo estiver OK e ainda assim o cão fizer corpo mole, com certeza é porque ele já percebeu que fazendo carinha de coitado seu dono ou seu condutor vai deixá-lo “em paz”.
O mais curioso é que, se uma criança não quiser fazer a lição de casa, ela leva uma super bronca ou fica de castigo. Um adulto então, imagine qual será a resposta do seu chefe caso você chegue para ele com a mesma carinha de coitadinho que seu cão faz e ainda pede dispensá-lo, pois você está muito cansado.
Geralmente quem ama e respeita os animais tende a achar que como o cão não sabe verbalizar o que sente, qualquer expressão corporal semelhante ao comportamento de um cão fatigado, será um motivo para não continuar a sessão, pois estará explorando e exaurindo seu cão. Um bom profissional que trabalha com Terapia Assistida por Animais deve aprender a interpretar a linguagem canina. Só assim terá tranqüilidade para encerrar uma sessão caso seu cão esteja cansado ou saber impor sua liderança quando o cão estiver com preguiça.
Animais em Hospitais – parte 3
Muito além de um cão.
Por Katia Aiello, Psicóloga e Adestradora Comportamentalista, membro da diretoria de Comportamento Animal do INATAA
É com enorme satisfação que recebemos a notícia que o hospital Albert Einstein proporciona aos pacientes internados momentos no qual podem receber a visita de seus cães (clique aqui para ler a matéria publicada pela Folha). Há tempos sabemos da importância afetiva que um cão favorece aos seres humanos e podemos ver a satisfação dos pacientes internados no Instituto Dante Pazzanese quando vamos visitá-los.
Embora seja de uma significância infinita o contato entre paciente e animais de estimação, nossa experiência fez com que percebêssemos o quanto equivocado pode se tornar um projeto de levar cães a hospitais, caso não seja tomado os cuidados necessários tanto na saúde quanto no comportamento do cão. Para que se cumpra o papel desejado, é indispensável que o cão seja sociável não podendo de forma alguma apresentar medo, agressividade, dominância. Esse ideal de um cão terapeuta é alcançado através de um treinamento específico para cães de terapia assistida por animais.

Zequinha, o "paciente" do dia, trabalhando com as crianças internadas no Inst. Dante Pazzanese de Cardiologia
O treinamento de um cão terapeuta é dividido em 3 etapas:
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Socialização: o cão aprende a conviver desde filhote com outros cães, outros animais e pessoas de todas as faixas etárias. Ele passa a freqüentar ambientes comuns ao seres humanos como padarias, shopping, casa de amigos de seu dono, enfim é um cão com uma vida social plena e de cumplicidade com seus “familiares”
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Dessensibilização: um cão não pode ficar assustado ou violento quando percebe algo diferente ao seu redor. Ele deve estar preparado para situações inusitadas, como por exemplo, as vividas em um hospital (barulho de macas andando pelo corredor, cheiro de produtos de limpeza específicos para ambiente hospitalar, o afago e contato com pessoas estranhas). Para que tenha o comportamento correto nesses ambientes, o cão terapeuta precisa ser dessensibilizado, passando por diversas situações que com o tempo se tornam familiares a ele.
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Adestramento básico: o mínimo exigido de um cão terapeuta é que ele saiba sentar, ficar, deitar e não puxar a guia ao andar. Esse adestramento é realizado sempre com reforço positivo.
Enfim, ao ter esses cuidados levados em consideração, o cão terapeuta pode entrar e se comportar educadamente em qualquer instituição garantindo com tranqüilidade um convívio harmonioso entre cães e humanos.
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Para saber mais sobre Comportamento Animal e socialização dos cães terapeutas clique aqui
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Leia a série completa sobre Animais em Hospitais:
Nota da Presidente do INATAA sobre a notícia do Hospital Albert Einstein
Parte 1 - Terapia Assistida por Animais em Hospitais
Parte 2 – Protocolo de controle de saúde para Cães Terapeutas
Animais em Hospitais – parte 2
Protocolo de controle de saúde para Cães Terapeutas
Por Patricia Maria Pascoal Maykot, Veterinária e diretora de Saúde Animal do INATAA
Quando um animal é selecionado para ser terapeuta, a pessoa que cuida e tem a posse deste animal tem que saber que os cuidados requeridos para este animal são bem mais exigentes, pois animais que frequentam hospitais, asilos entre outros, necessitam de extrema higiene. Por isso temos que estabelecer certos protocolos para que o relacionamento entre o homem e o animal seja da forma mais harmoniosa e saudável possível.
Qualquer patologia que limite o animal terapeuta ou que possa ser prejudicial a outros animais e/ou ao ser humano deve-se afastá-lo temporariamente até que se recupere e retorne suas atividades.
Exigências e cuidados com a saúde de um Cão Terapeuta

Golden Retriever Kailana ganha um abraço de uma das enfermeiras após atendimento
Um cão terapeuta precisa sempre vacinar com vacina CA2PL-PC (popularmente chamada de V8 ou V10), Raiva, Tosse dos Canis e Giardia e devem ser reaplicadas anualmente.
A prevenção é um bom método de evitar as infecções parasitárias, portanto o controle parasitário é auxiliado por uma boa higiene; além de vários produtos comerciais existentes para combater estes parasitas (sempre sob a orientação de um médico veterinário). Além disso, exame coproparasitológico periódico (a cada 4 meses para o cão terapeuta) é um bom instrumento para termos um maior controle e nos certificarmos que nosso cão está livre de endoparasitoses.
Devido à facilidade da pulga de proliferar e transmitir doenças, assim como os carrapatos deve-se mensalmente utilizar produtos comerciais contra esses parasitas. Com isso também evitamos que os lugares visitados pelos cães terapeutas fiquem livres destes parasitas.
O odor proveniente do animal deve ser levado em consideração, porque ninguém quer um animal sujo e fétido ao seu lado. Os odores na pelagem geralmente se originam de lugares como a boca, orelhas, pés e períneo. Essas áreas devem ser checadas e lavadas cuidadosamente. A maioria dos xampus removem os odores típicos que os cães adquirem. Em muitos casos, o odor é uma indicação de doença de pele. É muito importante também, que estes animais tenham uma boa higiene bucal. Limpezas de tártaro podem ser recomendadas para alguns animais.
Animais que estão com infecções nos ouvidos sofrem alterações comportamentais, podendo ficar irritáveis e agressivos com os membros da família como resultado da dor no ouvido. Por este motivo orientamos os proprietários de cães terapeutas que evitem levar seus animais à assistência, retornado apenas após a cura total; pois o assistido pode manipular o ouvido deste animal e, por estar sensível, este pode agredi-lo.
Após a detecção de alguma alteração no pêlo ou na pele do animal, deve-se afastá-lo do convívio de outros animais terapeutas e do contato com os pacientes que estão sendo assistidos por esse animal até que se identifique a doença e o risco que esta pode significar. Deve-se atentar também que além do risco de se transmitir a doença existe o fator estético, pois há pacientes que se recusarão a manipular estes animais por nojo e/ou medo de ficar doente.
Portanto ao menor sinal de alteração deve-se encaminhar o animal ao veterinário, que realizará testes de pesquisa e métodos laboratoriais caso um diagnóstico definitivo não puder ser feito apenas a partir da história do caso e do exame clínico, fornecendo assim uma base lógica para o tratamento terapêutico bem sucedido.
Higiene do Animal
Orientar o proprietário a manter as unhas sempre cortadas e lixadas; manter o cão limpo e bem tratado, para isto seria indicado banho semanal e de preferência próximo à data da visita.
O proprietário ou pessoa que acompanha o animal durante a assistência deve ser orientado a levar lenços umedecidos para realizar a limpeza das patas de seu animal ao entrar e sair do local visitado.
Deve-se também de levar o seu animal para urinar e defecar antes de entrar no prédio aonde será realizado a assistência e caso ocorra por acidente, este é responsável pela limpeza imediata do local. Para isso, o acompanhante tem que carregar consigo sacos para coleta das fezes e papel absorvível e desinfetante para limpeza da urina.
Manter as unhas curtas, a pele dos idosos costuma ser muito mais fina e delicada, por isso é muito importante que as unhas dos animais estejam sempre cortadas ou lixadas para evitar que possam causar danos.
Vantagens da Castração
A castração é recomendada, uma fêmea no cio não deve participar das atividades por uma questão de higiene e para evitar que cause brigas ou distração entre os machos não castrados presentes.
Muitas são as vantagens conseguidas na castração precoce. Os animais submetidos à castração precoce parecem tornar-se mais obedientes, mais tranquilos, dóceis, menos propensos a perambular; parecem também manter o comportamento juvenil (que é muito desejável). São citadas também vantagens relativas à saúde, como, por exemplo, a diminuição do risco de tumores de mama em caninos.
Leia a série completa sobre Animais em Hospitais:
Nota da Presidente do INATAA sobre a notícia do Hospital Albert Einstein
Parte 1 - Terapia Assistida por Animais em Hospitais
Parte 3 – Muito além de um cão (comportamento animal)
Animais em Hospitais – parte 1
Terapia Assistida por Animais em Hospitais
Por Laís Milani, Psicóloga membro da diretoria de Terapia Assistida por Animais do INATAA
Esta semana a Terapia Assistida por Animais (TAA) está em foco! Isso porque o Hospital Albert Einstein liberou a visita de animais domésticos à seus pacientes.

Milla, uma experiente cadela terapeuta

Milla, uma experiente cadela terapeuta
A matéria publicada ontem pela Folha de São Paulo relata esta experiência, o preparo prévio da equipe, as condições e requisitos para a visita do animal.
Esta matéria contribuirá muito para o crescimento da TAA no Brasil, isto porque um grande obstáculo que encontramos é a falta de informação. Muitas pessoas se apegam na crença de que bichos são sujos, transmitem doenças, e podem causar danos físicos às pessoas, e isto acaba sendo um impedimento para a entrada destes em hospitais. É importante ressaltar que um pré-requisito essencial para qualquer trabalho de TAA é um rígido controle da saúde e comportamento do animal que será utilizado.
A matéria publicada pode ter sido vista por muitos com espanto, mas para nós do INATAA, ver cães em hospitais faz parte de nossa rotina, e que rotina deliciosa!! Vou compartilhar um pouco dessa experiência com vocês:
“O que esses cachorros estão fazendo no hospital?”
“É campanha de vacinação?”
“Eles estão pra doação?”
“Pode entrar cachorro aqui? Vou trazer o meu!!”
“Eles vão brincar com as crianças, né?”
“Pode tirar foto?”
“Pode passar a mão?”
“Eles mordem?”
Essas são algumas das frases que ouvimos todas as vezes quando estamos com cães dentro de hospitais, e sempre respondemos e explicamos tudo com o maior prazer, pois temos muito orgulho do nosso trabalho. Muitas vezes as pessoas perguntam e se aproximam com receio, achando um absurdo colocarem cães em hospitais, mas depois que entendem o que estamos fazendo ali, saem contando pra todo mundo que conheceram um cão-terapeuta, e voltam pra nos ver sempre que tem oportunidade! Esse reconhecimento não é só gratificante pra quem está realizando o trabalho, mas também é importante para que as pessoas se tornem mais receptivas ao benefício do contato com os animais.
Quem tem um bicho em casa sabe como é relaxante acariciá-lo, a alegria que nos dá ser recebido com festa e a distração proporcionada pela a brincadeira com um cão. Todas essas sensações e sentimentos proporcionados pelos cães, além da companhia, do amor e da aceitação incondicional, proporcionam um enorme bem estar psicológico ao ser humano. Por causa disso, esta interação colabora com a diminuição da pressão arterial, do batimento cardíaco, aumento e diminuição diversos neurotransmissores, resumindo, faz bem psicologicamente e fisiologicamente. Esses benefícios se dão para qualquer pessoa, mesmo que ela não esteja doente, ou institucionalizada!

Trabalho semanal do INATAA na enfermaria pediátrica do Inst Dante Pazzanese de Cardiologia
Quando pensamos em hospitais, pensamos em ambientes estéreis, o mais limpo possível, onde tudo é monitorado, tudo é controlado. Bem diferente da nossa casa e da nossa rotina. Então quando uma pessoa é hospitalizada, há um grande impacto em sua vida, não só pela doença que ela está enfrentando, mas pelo ambiente hospitalar e seus procedimentos, o que pode causar estresse e estranhamento, com possível consequência na piora do quadro clínico. Em vista a este impacto, os hospitais têm trabalhado na humanização, criando projetos e equipes responsáveis exclusivamente em tornar o ambiente hospitalar mais acolhedor e menos impactante ao paciente e familiar. E é aí que entram os cães…

As crianças esquecem das dores brincando com o Zequinha às quintas-feiras
A relação homem-animal hoje em dia é uma relação de afeto, os animais vivem dentro de casa, são considerados membros da família e participam ativamente da rotina de seus donos. Sendo assim, o animal é uma parte grande da rotina que o paciente sente falta quando está internado. A Terapia Assistida por Animais dentro de hospitais, com o foco de humanização, ajuda a tornar o ambiente hospitalar mais acolhedor, diminui o impacto da hospitalização, resgata lembranças familiares aos pacientes, incentiva o relacionamento entre as pessoas, traz afeto e carinho sem preconceito, ajuda a melhorar o humor, entre outros benefícios. E isso tudo não é mágica não, vou explicar melhor com exemplos do que já vivenciei nestes anos como voluntária.
Já perdi a conta de quantos pacientes acompanhei que se emocionaram ao tocar os cães e contaram como estavam com saudade de seus próprios animais. Recebi agradecimentos de inúmeras mães que relataram que seus filhos estavam chorando muito por estar no hospital e que o primeiro momento em que eles sorriram foi quando estavam brincando com os cães. Vi muitos pacientes se conhecerem e começarem a conversar ao acariciarem um mesmo cão. Ouvi pacientes me contarem, abraçados e recebendo carinho dos cães, que tudo que precisavam era de um abraço, mas que seus familiares ficavam com medo de toques mais afetuosos devido sua condição clínica. Presenciei pacientes virem de outras cidades, mesmo não estando mais em tratamento, para rever os cães que os ajudaram quando estiveram internados. Crianças que tinham dúvidas sobre o procedimento pelo qual iriam passar me perguntavam como era o procedimento enquanto invertiam papéis, se tornando o doutor que ia operar o paciente, no caso o paciente era o cachorro. Crianças entristecidas por terem que fazer repouso devido sua condição clínica, deram gargalhadas jogando a bolinha diversas vezes para o cachorro buscar. Pacientes que não queriam conversar, contaram suas angústias á um cão. Profissionais me contaram que melhoraram o vínculo com o paciente após interagirem livremente enquanto estavam com o cão, conversando sobre assuntos que não a doença. Profissionais que aproveitaram um momento de folga e foram ver os cães para “desestressar” um pouco. As situações são diversas, eu poderia ficar horas escrevendo e me emocionando com todos os momentos especiais que vivenciei com cães dentro de hospitais, momentos únicos que foram muito raros quando trabalhei em hospitais sem o cachorro.

Mel, a pequena Yorkshire Terrier, relaxa e alegra os pacientes durante a sua visita semanal.
E tudo isso só é possível quando se realiza um trabalho sério. Como já citei anteriormente, nossos animais passam por um controle rígido de saúde e de comportamento, este controle é realizado por especialistas na área, de forma que estes animais não apresentem nenhum risco á integridade do paciente. Nossos profissionais são capacitados para realizar este trabalho, sempre nos mantemos atualizados sobre as novidades dessa área, que é muito pouco conhecida em nosso país, e estamos em contato e sintonia com a equipe da instituição, já que são eles quem acompanham os pacientes na maior parte do tempo. É em reunião com a equipe do hospital que determinamos o tipo de atendimento que será realizado, o local aonde o atendimento será realizado, os pacientes que poderão participar, a quantidade e o perfil dos cães e voluntários que realizarão os atendimentos.
Este tipo de atendimento em TAA, com foco na humanização, nos é muito solicitado por hospitais, que querem os cães nas enfermarias. Porém, quando nos solicitam um trabalho em ambulatórios, há demanda para outro tipo de atendimento em TAA, aonde os cães auxiliam os pacientes e profissionais a atingirem objetivos específicos do tratamento, como acontece, por exemplo, no trabalho de fisioterapia, que vocês podem ver no vídeo clicando aqui.
As possibilidades e os benefícios são inúmeros, desde que o trabalho seja realizado por profissionais responsáveis e capacitados.
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www.inataa.org.br
Leia a série completa sobre Animais em Hospitais:
Nota da Presidente do INATAA sobre a notícia do Hospital Albert Einstein
Parte 2 – Protocolo de controle de saúde para Cães Terapeutas
Parte 3 – Muito além de um cão (comportamento animal)
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Cães em hospitais, uma realidade possível.
Palavras da presidente do INATAA, Fátima Neves, sobre a ótima notícia que recebemos esta semana em São Paulo.
É sabido que o contato com os animais melhora o estado geral do paciente pelos inúmeros benefícios que a interação homem-animal promove. É sabido que os pacientes hospitalizados sentem muita falta de seus animais de estimação, visto que dos familiares conseguem receber visitas, dos animais não.
Não conseguiam. O Hospital Albert Einstein lançou essa semana um programa de visitação aos pacientes. É louvável a atitude do hospital e acreditamos que tão renomado hospital esteja respeitando todos os cuidados necessários para o sucesso dessa iniciativa.
Os cães terapeutas do INATAA visitam hospitais há 8 anos. Para isso fazemos questão de assegurar o mínimo risco para todas as partes envolvidas. Nossos cães fazem exame parasitológico de fezes a cada 4 meses para evitar qualquer risco de verminose. Nossas cães obedecem a um protocolo rígido de vacinação, com base em grupos mundiais, que assegura que a transmissão de zoonoses partindo do animal não ocorrerá.
Nossos voluntários e profissionais recebem treinamento com relação à higienização de suas mãos e das patas dos animais, para evitar-se o caminho inverso: a transmissão de zoonose do humano para o animal. Além disso precisamos evitar que o cão seja veículo de transmissão das bactérias que vivem em ambientes hospitalares.
Além disso, nossos cães são totalmente socializados e acostumados às particularidades de um hospital: sons, cheiros, roupas, movimentos, aparelhos. Um cãozinho que só fica dentro de casa pode se apavorar num local como esse e sofrer muito. Pode ficar estressado se encontrar com outros cães, que como ele estão visitando seus tutores.
Fátima Neves, Psicóloga e Adestradora Comportamentalista, Presidente do INATAA.








