Archive for the ‘Terapia Assistida por Animais’ Category
Comportamento Animal
O cão não quer trabalhar. Preguiça ou cansaço?
Por Katia Aiello, Psicóloga e Adestradora Comportamentalista, membro da diretoria de Comportamento Animal do INATAA
Para quem está a algum tempo trabalhando com Terapia Assistida por Animais (TAA) possivelmente já deve ter passado por isso: Depois de 15 ou 20 minutos na sessão o cão vai deitar longe do assistido, se chamam para voltar ele não obedece e geralmente fica deitado com a cara em cima do pote de água bebendo uns golinhos a cada minuto.
Por que ele tem este comportamento?
Pode ser por 3 principais motivos:
1- O cão está com calor
2- O cão está indisposto
3- O cão está fazendo “corpo mole”
Como fazer para identificar essas 3 probabilidades?
1ª - Essa é a mais fácil, se o tempo está muito seco, se a sala está sem ventilação e sua respiração está um pouco mais acelerada, provavelmente ele está com calor. Também, com calor o cão não consegue ficar muito tempo com a bolinha na boca.
2ª – Um cão pode ficar cansado rapidamente numa sessão caso ele esteja com algum incômodo. Se antes da terapia ele apresentou diarréia ou vomitou, ele pode estar com uma indisposição estomacal. Diferente do calor, o cansaço por problemas gastrointestinais deixa o cão mais quieto, ele saliva mais ficando sempre com o queixo molhado e a boca semi-aberta ou fechada. Também precisa ser observado se na sala ele ingeriu algum produto ou engoliu algum brinquedo. Nesses dois casos, o mais comum é ele ficar com ânsia e vomitar logo depois de ter engolido.
3ª – Se a temperatura ambiente estiver boa, se ele está com o intestino ótimo, se não vomitou e se na sala ele não ingeriu nada, muito provavelmente ele está com preguiça. O cão assim como os humanos tem seus dias de moleza, de querer ficar com a barriga para cima sem fazer nada.
A minha recomendação é a seguinte, se estiver com calor, dê bastante água a ele e deixe-o descansando por uns 10 minutos. Depois retornem para dar continuidade à sessão. No segundo caso, isto é, se estiver indisposto, interrompa a sessão, leve-o embora e entre com o plano B. Todo profissional de TAA deve ter uma atividade sem o cão para justamente poder usá-la nesses momentos.
Agora, se tudo estiver OK e ainda assim o cão fizer corpo mole, com certeza é porque ele já percebeu que fazendo carinha de coitado seu dono ou seu condutor vai deixá-lo “em paz”.
O mais curioso é que, se uma criança não quiser fazer a lição de casa, ela leva uma super bronca ou fica de castigo. Um adulto então, imagine qual será a resposta do seu chefe caso você chegue para ele com a mesma carinha de coitadinho que seu cão faz e ainda pede dispensá-lo, pois você está muito cansado.
Geralmente quem ama e respeita os animais tende a achar que como o cão não sabe verbalizar o que sente, qualquer expressão corporal semelhante ao comportamento de um cão fatigado, será um motivo para não continuar a sessão, pois estará explorando e exaurindo seu cão. Um bom profissional que trabalha com Terapia Assistida por Animais deve aprender a interpretar a linguagem canina. Só assim terá tranqüilidade para encerrar uma sessão caso seu cão esteja cansado ou saber impor sua liderança quando o cão estiver com preguiça.
Animais em Hospitais – parte 2
Protocolo de controle de saúde para Cães Terapeutas
Por Patricia Maria Pascoal Maykot, Veterinária e diretora de Saúde Animal do INATAA
Quando um animal é selecionado para ser terapeuta, a pessoa que cuida e tem a posse deste animal tem que saber que os cuidados requeridos para este animal são bem mais exigentes, pois animais que frequentam hospitais, asilos entre outros, necessitam de extrema higiene. Por isso temos que estabelecer certos protocolos para que o relacionamento entre o homem e o animal seja da forma mais harmoniosa e saudável possível.
Qualquer patologia que limite o animal terapeuta ou que possa ser prejudicial a outros animais e/ou ao ser humano deve-se afastá-lo temporariamente até que se recupere e retorne suas atividades.
Exigências e cuidados com a saúde de um Cão Terapeuta

Golden Retriever Kailana ganha um abraço de uma das enfermeiras após atendimento
Um cão terapeuta precisa sempre vacinar com vacina CA2PL-PC (popularmente chamada de V8 ou V10), Raiva, Tosse dos Canis e Giardia e devem ser reaplicadas anualmente.
A prevenção é um bom método de evitar as infecções parasitárias, portanto o controle parasitário é auxiliado por uma boa higiene; além de vários produtos comerciais existentes para combater estes parasitas (sempre sob a orientação de um médico veterinário). Além disso, exame coproparasitológico periódico (a cada 4 meses para o cão terapeuta) é um bom instrumento para termos um maior controle e nos certificarmos que nosso cão está livre de endoparasitoses.
Devido à facilidade da pulga de proliferar e transmitir doenças, assim como os carrapatos deve-se mensalmente utilizar produtos comerciais contra esses parasitas. Com isso também evitamos que os lugares visitados pelos cães terapeutas fiquem livres destes parasitas.
O odor proveniente do animal deve ser levado em consideração, porque ninguém quer um animal sujo e fétido ao seu lado. Os odores na pelagem geralmente se originam de lugares como a boca, orelhas, pés e períneo. Essas áreas devem ser checadas e lavadas cuidadosamente. A maioria dos xampus removem os odores típicos que os cães adquirem. Em muitos casos, o odor é uma indicação de doença de pele. É muito importante também, que estes animais tenham uma boa higiene bucal. Limpezas de tártaro podem ser recomendadas para alguns animais.
Animais que estão com infecções nos ouvidos sofrem alterações comportamentais, podendo ficar irritáveis e agressivos com os membros da família como resultado da dor no ouvido. Por este motivo orientamos os proprietários de cães terapeutas que evitem levar seus animais à assistência, retornado apenas após a cura total; pois o assistido pode manipular o ouvido deste animal e, por estar sensível, este pode agredi-lo.
Após a detecção de alguma alteração no pêlo ou na pele do animal, deve-se afastá-lo do convívio de outros animais terapeutas e do contato com os pacientes que estão sendo assistidos por esse animal até que se identifique a doença e o risco que esta pode significar. Deve-se atentar também que além do risco de se transmitir a doença existe o fator estético, pois há pacientes que se recusarão a manipular estes animais por nojo e/ou medo de ficar doente.
Portanto ao menor sinal de alteração deve-se encaminhar o animal ao veterinário, que realizará testes de pesquisa e métodos laboratoriais caso um diagnóstico definitivo não puder ser feito apenas a partir da história do caso e do exame clínico, fornecendo assim uma base lógica para o tratamento terapêutico bem sucedido.
Higiene do Animal
Orientar o proprietário a manter as unhas sempre cortadas e lixadas; manter o cão limpo e bem tratado, para isto seria indicado banho semanal e de preferência próximo à data da visita.
O proprietário ou pessoa que acompanha o animal durante a assistência deve ser orientado a levar lenços umedecidos para realizar a limpeza das patas de seu animal ao entrar e sair do local visitado.
Deve-se também de levar o seu animal para urinar e defecar antes de entrar no prédio aonde será realizado a assistência e caso ocorra por acidente, este é responsável pela limpeza imediata do local. Para isso, o acompanhante tem que carregar consigo sacos para coleta das fezes e papel absorvível e desinfetante para limpeza da urina.
Manter as unhas curtas, a pele dos idosos costuma ser muito mais fina e delicada, por isso é muito importante que as unhas dos animais estejam sempre cortadas ou lixadas para evitar que possam causar danos.
Vantagens da Castração
A castração é recomendada, uma fêmea no cio não deve participar das atividades por uma questão de higiene e para evitar que cause brigas ou distração entre os machos não castrados presentes.
Muitas são as vantagens conseguidas na castração precoce. Os animais submetidos à castração precoce parecem tornar-se mais obedientes, mais tranquilos, dóceis, menos propensos a perambular; parecem também manter o comportamento juvenil (que é muito desejável). São citadas também vantagens relativas à saúde, como, por exemplo, a diminuição do risco de tumores de mama em caninos.
Leia a série completa sobre Animais em Hospitais:
Nota da Presidente do INATAA sobre a notícia do Hospital Albert Einstein
Parte 1 - Terapia Assistida por Animais em Hospitais
Parte 3 – Muito além de um cão (comportamento animal)
Animais em Hospitais – parte 1
Terapia Assistida por Animais em Hospitais
Por Laís Milani, Psicóloga membro da diretoria de Terapia Assistida por Animais do INATAA
Esta semana a Terapia Assistida por Animais (TAA) está em foco! Isso porque o Hospital Albert Einstein liberou a visita de animais domésticos à seus pacientes.

Milla, uma experiente cadela terapeuta

Milla, uma experiente cadela terapeuta
A matéria publicada ontem pela Folha de São Paulo relata esta experiência, o preparo prévio da equipe, as condições e requisitos para a visita do animal.
Esta matéria contribuirá muito para o crescimento da TAA no Brasil, isto porque um grande obstáculo que encontramos é a falta de informação. Muitas pessoas se apegam na crença de que bichos são sujos, transmitem doenças, e podem causar danos físicos às pessoas, e isto acaba sendo um impedimento para a entrada destes em hospitais. É importante ressaltar que um pré-requisito essencial para qualquer trabalho de TAA é um rígido controle da saúde e comportamento do animal que será utilizado.
A matéria publicada pode ter sido vista por muitos com espanto, mas para nós do INATAA, ver cães em hospitais faz parte de nossa rotina, e que rotina deliciosa!! Vou compartilhar um pouco dessa experiência com vocês:
“O que esses cachorros estão fazendo no hospital?”
“É campanha de vacinação?”
“Eles estão pra doação?”
“Pode entrar cachorro aqui? Vou trazer o meu!!”
“Eles vão brincar com as crianças, né?”
“Pode tirar foto?”
“Pode passar a mão?”
“Eles mordem?”
Essas são algumas das frases que ouvimos todas as vezes quando estamos com cães dentro de hospitais, e sempre respondemos e explicamos tudo com o maior prazer, pois temos muito orgulho do nosso trabalho. Muitas vezes as pessoas perguntam e se aproximam com receio, achando um absurdo colocarem cães em hospitais, mas depois que entendem o que estamos fazendo ali, saem contando pra todo mundo que conheceram um cão-terapeuta, e voltam pra nos ver sempre que tem oportunidade! Esse reconhecimento não é só gratificante pra quem está realizando o trabalho, mas também é importante para que as pessoas se tornem mais receptivas ao benefício do contato com os animais.
Quem tem um bicho em casa sabe como é relaxante acariciá-lo, a alegria que nos dá ser recebido com festa e a distração proporcionada pela a brincadeira com um cão. Todas essas sensações e sentimentos proporcionados pelos cães, além da companhia, do amor e da aceitação incondicional, proporcionam um enorme bem estar psicológico ao ser humano. Por causa disso, esta interação colabora com a diminuição da pressão arterial, do batimento cardíaco, aumento e diminuição diversos neurotransmissores, resumindo, faz bem psicologicamente e fisiologicamente. Esses benefícios se dão para qualquer pessoa, mesmo que ela não esteja doente, ou institucionalizada!

Trabalho semanal do INATAA na enfermaria pediátrica do Inst Dante Pazzanese de Cardiologia
Quando pensamos em hospitais, pensamos em ambientes estéreis, o mais limpo possível, onde tudo é monitorado, tudo é controlado. Bem diferente da nossa casa e da nossa rotina. Então quando uma pessoa é hospitalizada, há um grande impacto em sua vida, não só pela doença que ela está enfrentando, mas pelo ambiente hospitalar e seus procedimentos, o que pode causar estresse e estranhamento, com possível consequência na piora do quadro clínico. Em vista a este impacto, os hospitais têm trabalhado na humanização, criando projetos e equipes responsáveis exclusivamente em tornar o ambiente hospitalar mais acolhedor e menos impactante ao paciente e familiar. E é aí que entram os cães…

As crianças esquecem das dores brincando com o Zequinha às quintas-feiras
A relação homem-animal hoje em dia é uma relação de afeto, os animais vivem dentro de casa, são considerados membros da família e participam ativamente da rotina de seus donos. Sendo assim, o animal é uma parte grande da rotina que o paciente sente falta quando está internado. A Terapia Assistida por Animais dentro de hospitais, com o foco de humanização, ajuda a tornar o ambiente hospitalar mais acolhedor, diminui o impacto da hospitalização, resgata lembranças familiares aos pacientes, incentiva o relacionamento entre as pessoas, traz afeto e carinho sem preconceito, ajuda a melhorar o humor, entre outros benefícios. E isso tudo não é mágica não, vou explicar melhor com exemplos do que já vivenciei nestes anos como voluntária.
Já perdi a conta de quantos pacientes acompanhei que se emocionaram ao tocar os cães e contaram como estavam com saudade de seus próprios animais. Recebi agradecimentos de inúmeras mães que relataram que seus filhos estavam chorando muito por estar no hospital e que o primeiro momento em que eles sorriram foi quando estavam brincando com os cães. Vi muitos pacientes se conhecerem e começarem a conversar ao acariciarem um mesmo cão. Ouvi pacientes me contarem, abraçados e recebendo carinho dos cães, que tudo que precisavam era de um abraço, mas que seus familiares ficavam com medo de toques mais afetuosos devido sua condição clínica. Presenciei pacientes virem de outras cidades, mesmo não estando mais em tratamento, para rever os cães que os ajudaram quando estiveram internados. Crianças que tinham dúvidas sobre o procedimento pelo qual iriam passar me perguntavam como era o procedimento enquanto invertiam papéis, se tornando o doutor que ia operar o paciente, no caso o paciente era o cachorro. Crianças entristecidas por terem que fazer repouso devido sua condição clínica, deram gargalhadas jogando a bolinha diversas vezes para o cachorro buscar. Pacientes que não queriam conversar, contaram suas angústias á um cão. Profissionais me contaram que melhoraram o vínculo com o paciente após interagirem livremente enquanto estavam com o cão, conversando sobre assuntos que não a doença. Profissionais que aproveitaram um momento de folga e foram ver os cães para “desestressar” um pouco. As situações são diversas, eu poderia ficar horas escrevendo e me emocionando com todos os momentos especiais que vivenciei com cães dentro de hospitais, momentos únicos que foram muito raros quando trabalhei em hospitais sem o cachorro.

Mel, a pequena Yorkshire Terrier, relaxa e alegra os pacientes durante a sua visita semanal.
E tudo isso só é possível quando se realiza um trabalho sério. Como já citei anteriormente, nossos animais passam por um controle rígido de saúde e de comportamento, este controle é realizado por especialistas na área, de forma que estes animais não apresentem nenhum risco á integridade do paciente. Nossos profissionais são capacitados para realizar este trabalho, sempre nos mantemos atualizados sobre as novidades dessa área, que é muito pouco conhecida em nosso país, e estamos em contato e sintonia com a equipe da instituição, já que são eles quem acompanham os pacientes na maior parte do tempo. É em reunião com a equipe do hospital que determinamos o tipo de atendimento que será realizado, o local aonde o atendimento será realizado, os pacientes que poderão participar, a quantidade e o perfil dos cães e voluntários que realizarão os atendimentos.
Este tipo de atendimento em TAA, com foco na humanização, nos é muito solicitado por hospitais, que querem os cães nas enfermarias. Porém, quando nos solicitam um trabalho em ambulatórios, há demanda para outro tipo de atendimento em TAA, aonde os cães auxiliam os pacientes e profissionais a atingirem objetivos específicos do tratamento, como acontece, por exemplo, no trabalho de fisioterapia, que vocês podem ver no vídeo clicando aqui.
As possibilidades e os benefícios são inúmeros, desde que o trabalho seja realizado por profissionais responsáveis e capacitados.
d
www.inataa.org.br
Leia a série completa sobre Animais em Hospitais:
Nota da Presidente do INATAA sobre a notícia do Hospital Albert Einstein
Parte 2 – Protocolo de controle de saúde para Cães Terapeutas
Parte 3 – Muito além de um cão (comportamento animal)
d
Dia Mundial do Autismo
A Terapia Assistida por Animais e o Autista
Com o passar dos anos, o conceito sobre autismo foi mudando e se transformando. Baseado nas minhas experiências, afirmo que o autista possui sim afetividade e pode ser muito carinhoso quando melhor compreendido.
A TAA com os autistas
Acho que o maior mérito do sucesso da TAA com os autistas está na pouca interferência dos profissionais nesse relacionamento no início do tratamento. O profissional é mais um observador, deixando que a aproximação ocorra progressivamente até que se estabeleça a confiança entre autista-cão e principalmente a empatia para que a afetividade aflore. Depois de instituída essa relação, ai sim, o profissional passa a “participar” da terapia. O interessante é que a criança só adquiriu total confiança no terapeuta após criar um vínculo amoroso com o cão e esse vínculo é criado com pouquíssima interferência do profissional.

Milla, Golden Retriever terapeuta

Milla, Golden Retriever terapeuta
Outra grande vantagem são os ótimos resultados nas diversas áreas de atuação. Um exemplo é o trabalho em parceria do psicólogo com o Terapeuta Ocupacional. Atividades como levar o cachorro para passear, escová-lo, alimentá-lo, são muito bem aceitas pelos autistas, inclusive os de baixo funcionamento.
Geralmente seguimos os seguintes processos:
1ª fase: no início faço sessões de terapia com meu próprio cachorro e na casa da criança para que se sinta mais confortável no seu ambiente. Durante as sessões vou avaliando as características da família para definir qual cão é mais adequado a essa estrutura familiar. Avalio disponibilidade da mãe, espaço físico, como a criança brinca/interage com um cão, a disponibilidade emocional de todos os integrantes que moram na casa para conviver com um cão terapeuta.
2ª fase: compra ou adoção do animal (teste comportamental). Esse processo é realizado junto com a criança.
3ª fase: o cão passa a conviver comigo e a ser treinado para se tornar um cão co-terapeuta para esse menino. Nessa fase as sessões de terapia são realizadas com a presença do meu cão e a introdução gradativa do filhote.
4ª fase: interação do cão na terapia sem a presença de outro cão, introdução do cão na família.
5ª fase: continuidade das sessões de terapia, mas já com o cão fazendo parte da família.
Cães adequados
1 – É recomendável um cão de porte grande, tranqüilo, que não estranhe comportamentos diferentes do habitual, que consiga ficar muito tempo na mesma posição, que saiba pegar e soltar a bolinha e saiba andar na guia em diversos ritmos (marcha).
2 – Considero um erro grave dizer que o autista não tem afetividade. Ele não consegue demonstrá-la. O profissional precisa ter muita paciência, pois o tratamento é lento, sendo que em várias sessões pode dar a impressão de não estar progredindo, mas com certeza ele está notando a presença do cão.
3 – O cão deve chegar perto da criança de forma espontânea, isto é, ele deve querer ficar perto sem ser obrigado. Uma dica é oferecer uma bolinha para a criança jogar. Caso ele não queira, jogue você, mas fique bem perto dos dois.
4- Conduza a sessão não só pelas atividades pré-estabelecidas, mas use a intuição e a criatividade.
Seguem algumas definições teóricas fundamentais para as pessoas interessadas no tema, mas que não tem muito conhecimento:
Definição
A expressão “autismo” foi utilizada pela primeira vez por Bleuler em 1911, para designar a perda do contato com a realidade, o que acarretava uma grande dificuldade ou impossibilidade de comunicação.

o vínculo amoroso com o cão é criado com pouquíssima interferência do profissional
Kanner, em 1943, usou a mesma expressão para descrever 11 crianças que tinham em comum comportamento bastante original. Sugeriu que se tratava de uma inabilidade inata de estabelecer contato afetivo e interpessoal e que era uma síndrome bastante rara, mas, provavelmente, mais freqüente do que o esperado, pelo pequeno número de casos diagnosticados. Em 1944, Asperger descreveu casos em que havia algumas características semelhantes ao autismo em relação às dificuldades de comunicação social em crianças com inteligência normal. Autismo não é uma doença única, mas sim um distúrbio de desenvolvimento complexo, definido de um ponto de vista comportamental, com etiologias múltiplas e graus variados de severidade. A apresentação fenotípica do autismo pode ser influenciada por fatores associados que não necessariamente sejam parte das características principais que definem esse distúrbio. Um fator muito importante é a habilidade cognitiva.

o vínculo amoroso com o cão é criado com pouquíssima interferência do profissional
As manifestações comportamentais que definem o autismo incluem déficits qualitativos na interação social e na comunicação, padrões de comportamento repetitivos e estereotipados e um repertório restrito de interesses e atividades…http://www.scielo.br/pdf/jped/v80n2s0/v80n2Sa10.pdf
MÉTODOS
TEACCH – Tratamento e educação para crianças autistas e com distúrbios correlatos da comunicação. O TEACCH foi desenvolvido nos anos 60 no Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade da Carolina do Norte, Estados Unidos, e atualmente é muito utilizado em várias partes do mundo. O TEACCH foi idealizado e desenvolvido pelo Dr. Eric Schoppler, e atualmente tem como responsável o Dr. Gary Mesibov. O método TEACCH utiliza uma avaliação ao chamada PEP-R (Perfil Psicoeducacional Revisado) para avaliar a crianças levando em conta os seus pontos fortes e suas maiores dificuldades, tornando possível um programa individualizado. O TEACCH se baseia na organização do ambiente físico através de rotinas organizadas em quadros, painéis ou agendas – e sistemas de trabalho, de forma a adaptar o ambiente para tornar mais fácil para a criança compreende-lo, assim como compreender o que se espera dela. Através da organização do ambiente e das tarefas da criança, o TEACCH visa desenvolver a independência da criança de modo que ela necessite do professor para o aprendizado, mas que possa também passar grande parte de seu tempo ocupando-se de forma independente.
ABA – Análise aplicada do comportamento. O tratamento comportamental analítico do autismo visa ensinar a criança habilidades que ela não possui, através da introdução ao destas habilidades por etapas. Cada habilidade e ensinada, em geral, em esquema individual, inicialmente apresentando-a associada a uma indicação ou instrução. Quando necessário é oferecido algum apoio que deverá ser retirado tão logo seja possível, para não tornar a criança dependente dele.
O primeiro ponto importante é tornar o aprendizado agradável para a criança. O segundo ponto é ensinar a criança a identificar os diferentes estímulos. A principal critica ao ABA é também, como no TEACCH, a de supostamente robotizar as crianças. Outra critica a este método é que ele é caro.
PECS – Sistema de comunicação através da troca de figuras. O PECS foi desenvolvido para ajudar crianças e adultos autistas e com outros distúrbios de desenvolvimento a adquirir de comunicação. O sistema é utilizado primeiramente com indivíduos que não se comunicam ou que possuem comunicação, mas a utilizam com baixa eficiência. O PECS visa ajudar a criança a perceber que através da comunicação ela pode conseguir muito mais rapidamente as coisas que deseja, estimulando-se assim a comunicar-se.
Referências:
http://www.caleidoscopio-olhares.org/artigos/Palestra%20Gillberg%2020051010.pdf
http://www.universoautista.com.br/autismo/modules/news/article.php?storyid=399
http://www.usp.br/agen/?p=52266
http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=31652&op=all
http://www.ic.unicamp.br/~wainer/cursos/906/trabalhos/autismo.pdf
Artigo
Cães de Serviço X Cães Terapeutas: Qual é a diferença?
O Americans with Disabilities Act (ADA) define cães de serviço como qualquer cão é treinado para prestar assistência à uma pessoa com deficiência. Por exemplo, alguns cães são treinados para puxar cadeiras de rodas, outros são ensinados a alertar para os sons do telefone, temporizadores forno, despertadores, alarmes de fumaça, e até mesmo choro de um bebê. Os cães de serviço não são considerados animais de estimação.

Golden Retriever de assistência e seu dono

Golden Retriever de assistência e seu dono
Há tantos tipos diferentes de cães de assistência que pode ser confuso. Cães-guia, cães para surdos, cães de equilíbrio/apoio, cães de serviço psiquiátricos, cães de sinalizadores de convulsões, cães para alerta à diabéticos – há até mesmo cães que foram treinados para detectar amendoim para pessoas que têm alergias que colocam a vida em risco por causa do amendoim! (Por favor note que esta não é uma lista completa de todos os tipos de cães de assistência). Cada um desses cães são treinados em tarefas específicas para ajudar os seus parceiros.
Os cães de serviço
O que é um cão de serviço?
Segundo a Assistance Dogs International (ADI), entidade norte americana, o cão de serviço é “um cão que trabalha para as pessoas com deficiência. Eles são treinados para executar uma grande variedade de tarefas, incluindo mas não limitado a puxar uma cadeira de rodas, órtese, recuperação de objetos, alertar a uma crise médica e prestar assistência durante uma crise médica. “
Cães de serviço são selecionados de acordo com a sua raça e tamanho, para desempenhar funções específicas. São selecionados desde filhotes e treinados para que possam ser entregues aos seus futuros donos quando estiverem desempenhando perfeitamente suas tarefas.
Eles são cães de trabalho, não animais de estimação, e cada cão deve ser treinado para executar tarefas específicas para o seu parceiro. Sob a ADA, nos Estados Unidos, os cães de serviço têm acesso público, o que significa que podem acompanhar o seu parceiro em qualquer lugar aberto ao público em geral. Isso inclui restaurantes, cinemas, supermercados e outras empresas e entidades sem fins lucrativos. Legalmente, o acesso a locais públicos não pode ser negado a menos que o cão esteja fora de controle.
No Brasil, a lei ainda se limita aos cães-guia de cegos, estes podem frequentar locais públicos junto com os seus donos.
Um detalhe muito importante sobre os cães de serviço é que o seu trabalho requer muita concentração, portanto não se deve acariciar e nem chamar a atenção de um cão de serviço, a não ser que com consentimento e autorização do seu dono. Distrair um cão de serviço durante o seu trabalho pode causar acidentes.
Cães de Terapia
O que é um cão de terapia?

Mel, cadela terapeuta em visita ao asilo.
Um cão de terapia é um animal que treinado para fornecer carinho e conforto para as pessoas. Cães de terapia, muitas vezes visitam hospitais, asilos e escolas para interagir com as crianças e adultos que ali se encontram. No entanto, os cães de terapia não têm acesso público. Eles devem ser convidados a entrar em um lugar público.

Mel, cadela terapeuta em visita ao asilo.
Estes cães são muitas vezes são treinados para tarefas específicas e utilizados em tratamentos para a saúde física e emocional dos humanos. São utilizados em sessões de Fisioterapia por exemplo, onde os exercícios tradicionais são adaptados pelo fisioterapeuta responsável, de forma que o cão participe, incentivando o paciente tornando-se, dessa forma, um catalizador do seu tratamento.
Cães terapeutas trabalham em parceria com o seu dono/condutor, obedecendo seus comandos específicos para cada trabalho.
Ao contrário dos cães de serviço, cães terapeutas podem ser de qualquer tamanho ou raça. Podem ser selecionados depois de adultos, de acordo com as suas características. Um cão carinhoso, que se relaciona bem com outros cães, animais e pessoas, entende comandos básicos e é controlado, em tese, pode ser um cão terapeuta.
Os cães, para se tornarem terapeutas, devem sempre passar por uma avaliação comportamental de um especialista na área e ter um rígido controle de saúde para não oferecer qualquer risco aos pacientes que receberão as suas visitas.
Abaixo um vídeo sobre as sessões de Fisioterapia Assistida por Cães promovidas pelo INATAA com a fisioterapeuta Claudinéa Yamashiro, no Lar Pe Vicente Melillo:
f
Fonte: INATAA e Susquehanna Service Dogs Blog f
Estudo – TAA para Crianças com Autismo
g
Terapia Assistida por Animais para Crianças com Autismo:
Um Estudo Piloto da Evolução do Relacionamento entre a Criança e o Cão
Monica Baptista Ciari, Marie Odile Monier Chelini, Juliana Rhein Lacerda, Carolina Faria Pires Gama Rocha, Emma Otta
Contato com o autor: monica.ciari@gmail.com
Orientadora: Profa. Dra. Marie Odile M. Chelini
Programa de Pós-graduação: Psicologia Experimental
Nível do trabalho: Mestrado
Introdução: Um crescente número de evidências sugere que a Terapia Assistida
por Animais é eficaz para o progresso das habilidades sociais em indivíduos com
autismo (Nimer & Lundhal, 2007). Entretanto, ainda não está esclarecida quais
especificidades do comportamento do cão podem ser responsáveis por esses
resultados.
Objetivo: O propósito deste projeto piloto é verificar a viabilidade de se estudar o
estabelecimento do relacionamento entre cão e criança através da codificação de
comportamentos interativos em vídeos focados primariamente na criança.
Método: Nosso trabalho é parte do Projeto Infante, um estudo dos benefícios da
introdução de cães na terapia de crianças com autismo. Crianças com autismo
severo recebem 20 sessões de terapia ocupacional em blocos alternados com e
sem cão. Todas as sessões são registradas em vídeo. Analisamos cinco minutos (do
min. 8 ao 13 da sessão) do segundo e do último encontros de duas díades (D1 =
menina de 13 anos e cadela pastora belga de Mallinois; D2 = menino de 8 anos e
cadela Labrador retriever de 7 anos) escolhidas para representar dois tipos de
interação, ambas com efeitos positivos na interação social com a terapeuta:
enquanto em D1 a menina evita contato com o cão, D2 interage harmoniosamente.
Registramos frequência (f) e duração (d) da direção do focinho (df) e da posição
relativa do cão e demais participantes, bem como a frequência de comportamentos
amigáveis (ca) tais como abanar a cauda, lamber uma parte do corpo do
participante, tocar um participante com o focinho ou a pata, entre outros.
Resultados e Discussão: Como esperado, em D1 a frequência de comportamentos
amigáveis dirigidos à menina diminuiu de 9 para 0, da segunda para a última
sessão, embora tanto a frequência como a duração da direção do focinho (df) em
relação a ela permaneceu similar. Em D2 observamos um aumento tanto na duração
como na frequência de ambas as categorias (df: f1 = 7, f2 = 19, d1 = 2s, d2 = 70s;
ca: f1 = 2, f2 = 5).
Conclusão: Estes resultados apoiam a relevância dos comportamentos
selecionados para a observação da evolução do relacionamento social entre o cão e
a criança com autismo.
Referência: Nimer,J.; Lundahl, B. 2007. Animal-Assisted Therapy: A Meta-Analysis.
Anthrozoos, 20:225-238.
Palavras-chave: Terapia Assistida por Animais, Comportamento Animal, Autismo
Agências Financiadoras: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível
Superior, Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
Agradecimentos: Escola de Educação Especial Paulista, Marinha do Brasil,,
Instituto Nacional de Ações e Terapias Assistidas por Animais, Bayer.
Poster apresentado no 3rd Canine Science Forum, Barcelona, Espanha, 25 a
27/07/2012
(clique na imagem para visualizar)
Leia mais sobre o Projeto Infante e a parceria com o INATAA no
www.inataa.org.br/projeto-infante.htm
g
21 de Março – Dia Internacional da Síndrome de Down
Neste dia, a nossa homenagem será em forma de uma história adorável de um menino com Síndrome de Down e a sua porquinha terapeuta, Twinkie.
Menino com Síndrome de Down recebe a ajuda de Twinkie, uma porquinha terapeuta.

Fonte: Daily Mail http://www.dailymail.co.uk/news/article-2236016/Twinkle-therapy-pig-boy-Down-syndrome-center-local-law-dispute-threatens-away-family.html
“Ela o acalma quando está muito agitado” diz Heather Ray, mãe de Kason, de 8 anos. “Ele fica agitado com facilidade, ela tem um efeito calmante para ele, ela lhe dá a aceitação que muitas pessoas com necessidades especiais não recebem da nossa sociedade, infelizmente”.
A porquinha de 7 semanas de idade é muito educada, faz suas necessidades em uma caixinha de areia (para gatos) e mostra seu rabinho abanando de um lado para o outro todo o tempo. Ela é uma terapeuta emocional oficial para seu amigo Kason.
Sua mãe ainda completa “Acho que para mim é a coisa mais importante como mãe, vê-lo receber amor incondicional e aceitação”
Quando pensaram em um animalzinho para Kason, seus pais precisaram descartar a opção de um cão ou um gato. Seu pai é altamente alérgico à eles. Mas porquinhos miniatura são hipoalergenicos, então foi a opção escolhida, e funcionou muito bem. Kanson e Twinkie são melhores amigos.
Três semanas após a chegada de Twinkie, a família de Kason foi informada que, de acordo com as leis de Coral Springs, na Florida onde moram, porcos não são permitidos como animais de estimação, por serem considerados animais de fazenda e pecuária. A família de Kanson poderia receber multas de até 500 dólares por dia.
Heather Ray entretanto não desistiu do animalzinho que trouxe alegria, amor, relaxamento e aceitação para o seu filho. Com toda a documentação em mãos, incluindo uma carta do médico Dr Juan Carlos Milon receitando a porquinha como parte do tratamento de Kason, e após grande divulgação do caso na internet, imagens e notícias, além de uma campanha feita pelo change.org, a família de Kason finalmente recebeu a autorização da prefeitura de Coral Springs para manter Twinkie como animal terapeuta.
Para Twinkie ser poder realizar o teste para ser certificada oficialmente como animal de terapia, e Heather como condutora de animal terapeuta, Twinkie precisa completar um ano, enquanto isso as duas fazem um curso para poderem passar no teste.
“Eles não se importam com o que você se parece, eles não se importam como você fala, como você anda, você sabe, eles não se importam, desde que você os amem eles te amam incondicionalmente, então isso é muito importante para ele, e para nós podermos dar isso para ele.” Heather Ray.
g
Fonte: www.dailymail.co.uk | http://www.foxnews.com | pix11.com
Benefícios da TAA
Você sabia que donos de pets vivem mais e melhor?
Pesquisas comprovam que o convívio com qualquer animalzinho pode diminuir o stress, a pressão arterial e até problemas de coração. Tudo isso pois o contato com os animais acalma, distrai e causa bem-estar, auxiliando no desenvolvimento físico e psicológico. Isso sem falar na alegria que sentimos ao ver um cãozinho vindo correndo em nossa direção, não é mesmo?

Cães Terapeutas fazem grande diferença na vida de quem visitam

Cães Terapeutas fazem grande diferença na vida de quem visitam
Para crianças, os benefícios podem ser ainda maiores pois as ajudam a serem mais sociáveis, menos tímidas e a lidarem melhor com desafios e derrotas.
O INATAA, com a ajuda de voluntários, oferece a chamada Terapia Assistida por
Animais, que leva cães a asilos e hospitais para ajudar no tratamento e recuperação de idosos e crianças. É comum ver a força de vontade e disposição das pessoas em fazer carinho nos animais, até mesmo as mais fisicamente frágeis. Isso acaba sendo um estímulo para que o idoso se exercite e ainda melhore sua coordenação motora.
Alguns idosos de asilos não recebem a visita de suas famílias e por isso são ansiosos e necessitam de carinho. O contato com o animal faz com que eles estabeleçam relação afetiva com os bichinhos e sintam-se acolhidos.
Quem quiser saber mais sobre os trabalhos realizados pelo Inataa, acesse o site http://www.inataa.org.br e curta nossa página no facebook.
Venha nos conhecer
Palestra para novos voluntários
Para você que acompanha os trabalhos do INATAA mas nunca participou dos trabalhos ou se conhece algum amigo que tenha interesse nesse tipo de projeto, nesse domingo, dia 03/02 às 9h, será realizada mais uma palestra para novos voluntários.
A palestra trará temas relacionados ao INATAA, às atividades e terapias assistidas por animais e abordará um pouco mais sobre nosso trabalho.
Venha nos conhecer e ajudar na missão de levar alegria e bem-estar a quem mais precisa. Lembrando que também é fundamental a participação de voluntários sem cão, que ajudam no contato e relacionamento com os assistidos ou que podem, também, auxiliar outros departamentos dentro da instituição.
Para obter mais informações e fazer sua inscrição – somente até dia 01/02 -, mande email para contato@inataa.org.br com nome completo e, no caso de voluntários com cão, as informações sobre o animal. Não traga seu cão nesse dia.
Sejam bem vindos e fiquem ligados em nosso blog e redes sociais para saber das novidades sobre o INATAA e o mundo canino.

Curso Básico 2012
Mais um curso de sucesso do INATAA!
Do dia 15 a 18 de novembro, o INATAA promoveu o Curso Básico de Terapia Assistida por Animais, no bairro de Perdizes, em São Paulo (SP).
O Curso abordou temas como procedimentos e técnicas do trabalho terapêutico com o uso de animais e contou com a presença de 22 alunos de várias regiões do Brasil, que puderam entender melhor e ver de perto a prática de quem tem experiência na área.
A seguir, confira o vídeo do curso e os depoimentos de alguns dos nossos alunos participantes:
“Estou muito feliz por ter participado do Curso Básico de TAA organizado pelo INATAA! Superou minhas expectativas em todos os sentidos: estrutura, conteúdo e troca de experiências. Posso dizer com certeza que foi um grande passo para seguir em frente com meus projetos e o início de grandes parcerias! Amei conhecer todos os cães terapeutas, cada um com sua característica, mas todos muito doces, espertos e apaixonantes. Já sinto imensa saudade e não vejo a hora de nos reencontrarmos no próximo curso! Agradeço imensamente a equipe do INATAA pela oportunidade mágica que vivenciei”.
Cristiana
“Parabéns a toda equipe do INATAA pela organização do curso. Foi evidente a sintonia de toda a organização, tornando assim um ambiente descontraído e, mesmo sendo um curso de 4 dias, menos cansativo. Obrigada por todo conhecimento divido e pelas experiências compartilhadas, aprendemos muito com elas . Foi muito bom estar com todos vocês nesses 4 dias”.
Franciele
“Curso perfeito para quem quer conhecer gente nova, trocar experiência, se aprofundar nos conhecimentos de TAA ou iniciar um projeto. A qualidade dos profissionais palestrantes e a organização do INATAA garantiu o alto nível de informações e aprendizagem. A presença constante dos cães dá um toque pra lá de especial, proporcionando momentos agradáveis e inesquecíveis”.
Ana Cristina
“Amei o curso. Vocês estão de parabéns. Me senti realizada em ver que tudo que escrevi em meu TCC – e que convivi com muito preconceito – estava ao vivo e a cores na minha frente. Poder compartilhar desta paixão com tantas pessoas de tantos lugares diferentes! Obrigada por esta oportunidade! E mãos a obra! Espero revê-los em breve!”.
Arícia Raquel
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=FaVOhe9XoOA&list=UUQaRz1zN71kznK_-3btGcaQ&index=1
Agradecemos a ajuda do CEFAC que disponibilizou o local para que as palestras acontecessem e as empresas Buddy Toys, Manuka e Petgames que nos doaram produtos para serem sorteados aos alunos.
Se você perdeu essa oportunidade, fique tranquilo, o INATAA promove cursos como esse todos os semestres. O próximo será sobre Adestramento em A/E/TAA.
Continuem acompanhando nosso blog e curtam nossa página no Facebook http://www.facebook.com/ONG.INATAA?fref=ts para saberem de todas as novidades e programações do INATAA.







