O INATAA

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O INATAA, Instituto Nacional de Ações e Terapias Assistidas por Animais, é uma ong expoente na realização de diversas atividades relacionadas a Educação, Atividade e Terapias Assistidas por Animais, através da colaboração de voluntários e seus cães, voluntários sem cão e profissionais. Atende a diversas instituições como casas asilares e hospitais, nas áreas de psicologia, fisioterapia e fonoaudiologia. Sua equipe multidisciplinar realiza visitas e cursos de formação, visando a divulgação e expansão dos benefícios da interação Homem-Animal.

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Posts Tagged ‘Cães Terapeutas’

PostHeaderIcon Animais em Hospitais – parte 3

Muito além de um cão.

Por Katia Aiello, Psicóloga e Adestradora Comportamentalista, membro da diretoria de Comportamento Animal do INATAA
É com enorme satisfação que recebemos a notícia que o hospital Albert Einstein proporciona aos pacientes internados momentos no qual podem receber a visita de seus cães (clique aqui para ler a matéria publicada pela Folha). Há tempos sabemos da importância afetiva que um cão favorece aos seres humanos e podemos ver a satisfação dos pacientes internados no Instituto Dante Pazzanese quando vamos visitá-los.
Embora seja de uma significância infinita o contato entre paciente e animais de estimação, nossa experiência fez com que percebêssemos o quanto equivocado pode se tornar um projeto de levar cães a hospitais, caso não seja tomado os cuidados necessários tanto na saúde quanto no comportamento do cão. Para que se cumpra o papel desejado, é indispensável que o cão seja sociável não podendo de forma alguma apresentar medo, agressividade, dominância. Esse ideal de um cão terapeuta é alcançado através de um treinamento específico para cães de terapia assistida por animais.

Zequinha, o "paciente" do dia, trabalhando com as crianças internadas no Inst. Dante Pazzanese de Cardiologia

Zequinha, o "paciente" do dia, trabalhando com as crianças internadas no Inst. Dante Pazzanese de Cardiologia

O treinamento de um cão terapeuta é dividido em 3 etapas:
  • Socialização: o cão aprende a conviver desde filhote com outros cães, outros animais e pessoas de todas as faixas etárias. Ele passa a freqüentar ambientes comuns ao seres humanos como padarias, shopping, casa de amigos de seu dono, enfim é um cão com uma vida social plena e de cumplicidade com seus “familiares”
  • Dessensibilização: um cão não pode ficar assustado ou violento quando percebe algo diferente ao seu redor. Ele deve estar preparado para situações inusitadas, como por exemplo, as vividas em um hospital (barulho de macas andando pelo corredor, cheiro de produtos de limpeza específicos para ambiente hospitalar, o afago e contato com pessoas estranhas). Para que tenha o comportamento correto nesses ambientes, o cão terapeuta precisa ser dessensibilizado, passando por diversas situações que com o tempo se tornam familiares a ele.
  • Adestramento básico: o mínimo exigido de um cão terapeuta é que ele saiba sentar, ficar, deitar e não puxar a guia ao andar. Esse adestramento é realizado sempre com reforço positivo.
Enfim, ao ter esses cuidados levados em consideração, o cão terapeuta pode entrar e se comportar educadamente em qualquer instituição garantindo com tranqüilidade um convívio harmonioso entre cães e humanos.
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Para saber mais sobre Comportamento Animal e socialização dos cães terapeutas clique aqui
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Leia a série completa sobre Animais em Hospitais:
Nota da Presidente do INATAA sobre a notícia do Hospital Albert Einstein
Parte 1 - Terapia Assistida por Animais em Hospitais
Parte 2 – Protocolo de controle de saúde para Cães Terapeutas

PostHeaderIcon Animais em Hospitais – parte 1

Terapia Assistida por Animais em Hospitais

Por Laís Milani, Psicóloga membro da diretoria de Terapia Assistida por Animais do INATAA

Esta semana a Terapia Assistida por Animais (TAA) está em foco! Isso porque o Hospital Albert Einstein liberou a visita de animais domésticos à seus pacientes.

Milla, uma experiente cadela terapeuta

Milla, uma experiente cadela terapeuta

A matéria publicada ontem pela Folha de São Paulo relata esta experiência, o preparo prévio da equipe, as condições e requisitos para a visita do animal.
Esta matéria contribuirá muito para o crescimento da TAA no Brasil, isto porque um grande obstáculo que encontramos é a falta de informação. Muitas pessoas se apegam na crença de que bichos são sujos, transmitem doenças, e podem causar danos físicos às pessoas, e isto acaba sendo um impedimento para a entrada destes em hospitais. É importante ressaltar que um pré-requisito essencial para qualquer trabalho de TAA é um rígido controle da saúde e comportamento do animal que será utilizado.
A matéria publicada pode ter sido vista por muitos com espanto, mas para nós do INATAA, ver cães em hospitais faz parte de nossa rotina, e que rotina deliciosa!! Vou compartilhar um pouco dessa experiência com vocês:
“O que esses cachorros estão fazendo no hospital?”
“É campanha de vacinação?”
“Eles estão pra doação?”
“Pode entrar cachorro aqui? Vou trazer o meu!!”
“Eles vão brincar com as crianças, né?”
“Pode tirar foto?”
“Pode passar a mão?”
“Eles mordem?”
Essas são algumas das frases que ouvimos todas as vezes quando estamos com cães dentro de  hospitais, e sempre respondemos e explicamos tudo com o maior prazer, pois temos muito orgulho do nosso trabalho. Muitas vezes as pessoas perguntam e se aproximam com receio, achando um absurdo colocarem cães em hospitais, mas depois que entendem o que estamos fazendo ali, saem contando pra todo mundo que conheceram um cão-terapeuta, e voltam pra nos ver sempre que tem oportunidade! Esse reconhecimento não é só gratificante pra quem está realizando o trabalho, mas também é importante para que as pessoas se tornem mais receptivas ao benefício do contato com os animais.
Quem tem um bicho em casa sabe como é relaxante acariciá-lo, a alegria que nos dá ser recebido com festa e a distração proporcionada pela a brincadeira com um cão. Todas essas sensações e sentimentos proporcionados pelos cães, além da companhia, do amor e da aceitação incondicional, proporcionam um enorme bem estar psicológico ao ser humano. Por causa disso, esta interação colabora com a diminuição da pressão arterial, do batimento cardíaco, aumento e diminuição diversos neurotransmissores, resumindo, faz bem psicologicamente e fisiologicamente. Esses benefícios se dão para qualquer pessoa, mesmo que ela não esteja doente, ou institucionalizada!

Trabalho semanal na enfermaria pediátrica do Inst Dante Pazzanese de Cardiologia

Trabalho semanal do INATAA na enfermaria pediátrica do Inst Dante Pazzanese de Cardiologia

Quando pensamos em hospitais, pensamos em ambientes estéreis, o mais limpo possível, onde tudo é monitorado, tudo é controlado. Bem diferente da nossa casa e da nossa rotina. Então quando uma pessoa é hospitalizada, há um grande impacto em sua vida, não só pela doença que ela está enfrentando, mas pelo ambiente hospitalar e seus procedimentos, o que pode causar estresse e estranhamento, com possível consequência na piora do quadro clínico. Em vista a este impacto, os hospitais têm trabalhado na humanização, criando projetos e equipes responsáveis exclusivamente em tornar o ambiente hospitalar mais acolhedor e menos impactante ao paciente e familiar. E é aí que entram os cães…

As crianças esquecem das dores brincando com o Zequinha às quintas-feiras

As crianças esquecem das dores brincando com o Zequinha às quintas-feiras

A relação homem-animal hoje em dia é uma relação de afeto, os animais vivem dentro de casa, são considerados membros da família e participam ativamente da rotina de seus donos. Sendo assim, o animal é uma parte grande da rotina que o paciente sente falta quando está internado. A Terapia Assistida por Animais dentro de hospitais, com o foco de humanização, ajuda a tornar o ambiente hospitalar mais acolhedor, diminui o impacto da hospitalização, resgata lembranças familiares aos pacientes, incentiva o relacionamento entre as pessoas, traz afeto e carinho sem preconceito, ajuda a melhorar o humor, entre outros benefícios. E isso tudo não é mágica não, vou explicar melhor com exemplos do que já vivenciei nestes anos como voluntária.

Já perdi a conta de quantos pacientes acompanhei que se emocionaram ao tocar os cães e contaram como estavam com saudade de seus próprios animais. Recebi agradecimentos de inúmeras mães que relataram que seus filhos estavam chorando muito por estar no hospital e que o primeiro momento em que eles sorriram foi quando estavam brincando com os cães. Vi muitos pacientes se conhecerem e começarem a conversar ao acariciarem um mesmo cão. Ouvi pacientes me contarem, abraçados e recebendo carinho dos cães, que tudo que precisavam era de um abraço, mas que seus familiares ficavam com medo de toques mais afetuosos devido sua condição clínica. Presenciei pacientes virem de outras cidades, mesmo não estando mais em tratamento, para rever os cães que os ajudaram quando estiveram internados. Crianças que tinham dúvidas sobre o procedimento pelo qual iriam passar me perguntavam como era o procedimento enquanto invertiam papéis, se tornando o doutor que ia operar o paciente, no caso o paciente era o cachorro. Crianças entristecidas por terem que fazer repouso devido sua condição clínica, deram gargalhadas jogando a bolinha diversas vezes para o cachorro buscar. Pacientes que não queriam conversar, contaram suas angústias á um cão. Profissionais me contaram que melhoraram o vínculo com o paciente após interagirem livremente enquanto estavam com o cão, conversando sobre assuntos que não a doença. Profissionais que aproveitaram um momento de folga e foram ver os cães para “desestressar” um pouco. As situações são diversas, eu poderia ficar horas escrevendo e me emocionando com todos os momentos especiais que vivenciei com cães dentro de hospitais, momentos únicos que foram muito raros quando trabalhei em hospitais sem o cachorro.

Mel, a pequena Yorkshire Terrier, relaxa e alegra os pacientes durante a sua visita semanal.

Mel, a pequena Yorkshire Terrier, relaxa e alegra os pacientes durante a sua visita semanal.

E tudo isso só é possível quando se realiza um trabalho sério. Como já citei anteriormente, nossos animais passam por um controle rígido de saúde e de comportamento, este controle é realizado por especialistas na área, de forma que estes animais não apresentem nenhum risco á integridade do paciente. Nossos profissionais são capacitados para realizar este trabalho, sempre nos mantemos atualizados sobre as novidades dessa área, que é muito pouco conhecida em nosso país, e estamos em contato e sintonia com a equipe da instituição, já que são eles quem acompanham os pacientes na maior parte do tempo. É em reunião com a equipe do hospital que determinamos o tipo de atendimento que será realizado, o local aonde o atendimento será realizado, os pacientes que poderão participar, a quantidade e o perfil dos cães e voluntários que realizarão os atendimentos.
Este tipo de atendimento em TAA, com foco na humanização, nos é muito solicitado por hospitais, que querem os cães nas enfermarias. Porém, quando nos solicitam um trabalho em ambulatórios, há demanda para outro tipo de atendimento em TAA, aonde os cães auxiliam os pacientes e profissionais a atingirem objetivos específicos do tratamento, como acontece, por exemplo, no trabalho de fisioterapia, que vocês podem ver no vídeo clicando aqui.
As possibilidades e os benefícios são inúmeros, desde que o trabalho seja realizado por profissionais responsáveis e capacitados.

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www.inataa.org.br

Leia a série completa sobre Animais em Hospitais:
Nota da Presidente do INATAA sobre a notícia do Hospital Albert Einstein
Parte 2 – Protocolo de controle de saúde para Cães Terapeutas
Parte 3 – Muito além de um cão (comportamento animal)

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PostHeaderIcon Cães em hospitais, uma realidade possível.

Palavras da presidente do INATAA, Fátima Neves, sobre a ótima notícia que recebemos esta semana em São Paulo.
É sabido que o contato com os animais melhora o estado geral do paciente pelos inúmeros benefícios que a interação homem-animal promove. É sabido que os pacientes hospitalizados sentem muita falta de seus animais de estimação, visto que dos familiares conseguem receber visitas, dos animais não.
Não conseguiam. O Hospital Albert Einstein lançou essa semana um programa de visitação aos pacientes. É louvável a atitude do hospital e acreditamos que tão renomado hospital esteja respeitando todos os cuidados necessários para o sucesso dessa iniciativa.
Os cães terapeutas do INATAA visitam hospitais há 8 anos. Para isso fazemos questão de assegurar o mínimo risco para todas as partes envolvidas. Nossos cães fazem exame parasitológico de fezes a cada 4 meses para evitar qualquer risco de verminose. Nossas cães obedecem a um protocolo rígido de vacinação, com base em grupos mundiais, que assegura que a transmissão de zoonoses partindo do animal não ocorrerá.
Nossos voluntários e profissionais recebem treinamento com relação à higienização de suas mãos e das patas dos animais, para evitar-se o caminho inverso: a transmissão de zoonose do humano para o animal. Além disso precisamos evitar que o cão seja veículo de transmissão das bactérias que vivem em ambientes hospitalares.
Além disso, nossos cães são totalmente socializados e acostumados às particularidades de um hospital: sons, cheiros, roupas, movimentos, aparelhos. Um cãozinho que só fica dentro de casa pode se apavorar num local como esse e sofrer muito. Pode ficar estressado se encontrar com outros cães, que como ele estão visitando seus tutores.

Fátima Neves, Psicóloga e Adestradora Comportamentalista, Presidente do INATAA.

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PostHeaderIcon Dia Mundial do Autismo

A Terapia Assistida por Animais e o Autista

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Por Katia Aiello, Psicóloga e membro da diretoria de Comportamento Animal do INATAA
Com o passar dos anos, o conceito sobre autismo foi mudando e se transformando. Baseado nas minhas experiências, afirmo que o autista possui sim afetividade e pode ser muito carinhoso quando melhor compreendido.

A TAA com os autistas

Acho que o maior mérito do sucesso da TAA com os autistas está na pouca interferência dos profissionais nesse relacionamento no início do tratamento. O profissional é mais um observador, deixando que a aproximação ocorra progressivamente até que se estabeleça a confiança entre autista-cão e principalmente a empatia para que a afetividade aflore. Depois de instituída essa relação, ai sim, o profissional passa a “participar” da terapia. O interessante é que a criança só adquiriu total confiança no terapeuta após criar um vínculo amoroso com o cão e esse vínculo é criado com pouquíssima interferência do profissional.

Milla, Golden Retriever terapeuta

Milla, Golden Retriever terapeuta

Outra grande vantagem são os ótimos resultados nas diversas áreas de atuação. Um exemplo é o trabalho em parceria do psicólogo com o Terapeuta Ocupacional. Atividades como levar o cachorro para passear, escová-lo, alimentá-lo, são muito bem aceitas pelos autistas, inclusive os de baixo funcionamento.
Geralmente seguimos os seguintes processos:
1ª fase: no início faço sessões de terapia com meu próprio cachorro e na casa da criança para que se sinta mais confortável no seu ambiente. Durante as sessões vou avaliando as características da família para definir qual cão é mais adequado a essa estrutura familiar. Avalio disponibilidade da mãe, espaço físico, como a criança brinca/interage com um cão, a disponibilidade emocional de todos os integrantes que moram na casa para conviver com um cão terapeuta.
2ª fase: compra ou adoção do animal (teste comportamental). Esse processo é realizado junto com a criança.
3ª fase: o cão passa a conviver comigo e a ser treinado para se tornar um cão co-terapeuta para esse menino. Nessa fase as sessões de terapia são realizadas com a presença do meu cão e a introdução gradativa do filhote.
4ª fase: interação do cão na terapia sem a presença de outro cão, introdução do cão na família.
5ª fase: continuidade das sessões de terapia, mas já com o cão fazendo parte da família.

Cães adequados

1 – É recomendável um cão de porte grande, tranqüilo, que não estranhe comportamentos diferentes do habitual, que consiga ficar muito tempo na mesma posição, que saiba pegar e soltar a bolinha e saiba andar na guia em diversos ritmos (marcha).
2 – Considero um erro grave dizer que o autista não tem afetividade. Ele não consegue demonstrá-la. O profissional precisa ter muita paciência, pois o tratamento é lento, sendo que em várias sessões pode dar a impressão de não estar progredindo, mas com certeza ele está notando a presença do cão.
3 – O cão deve chegar perto da criança de forma espontânea, isto é, ele deve querer ficar perto sem ser obrigado. Uma dica é oferecer uma bolinha para a criança jogar. Caso ele não queira, jogue você, mas fique bem perto dos dois.
4- Conduza a sessão não só pelas atividades pré-estabelecidas, mas use a intuição e a criatividade.
Seguem algumas definições teóricas fundamentais para as pessoas interessadas no tema, mas que não tem muito conhecimento:

Definição

A expressão “autismo” foi utilizada pela primeira vez por Bleuler em 1911, para designar a perda do contato com a realidade, o que acarretava uma grande dificuldade ou impossibilidade de comunicação.

 o vínculo amoroso com o cão é criado com pouquíssima interferência do profissional

o vínculo amoroso com o cão é criado com pouquíssima interferência do profissional

Kanner, em 1943, usou a mesma expressão para descrever 11 crianças que tinham em comum comportamento bastante original. Sugeriu que se tratava de uma inabilidade inata de estabelecer contato afetivo e interpessoal e que era uma síndrome bastante rara, mas, provavelmente, mais freqüente do que o esperado, pelo pequeno número de casos diagnosticados. Em 1944, Asperger descreveu casos em que havia algumas características semelhantes ao autismo em relação às dificuldades de comunicação social em crianças com inteligência normal. Autismo não é uma doença única, mas sim um distúrbio de desenvolvimento complexo, definido de um ponto de vista comportamental, com etiologias múltiplas e graus variados de severidade. A apresentação fenotípica do autismo pode ser influenciada por fatores associados que não necessariamente sejam parte das características principais que definem esse distúrbio. Um fator muito importante é a habilidade cognitiva.

As manifestações comportamentais que definem o autismo incluem déficits qualitativos na interação social e na comunicação, padrões de comportamento repetitivos e estereotipados e um repertório restrito de interesses e atividades…http://www.scielo.br/pdf/jped/v80n2s0/v80n2Sa10.pdf
MÉTODOS
TEACCH – Tratamento e educação para crianças autistas e com distúrbios correlatos da comunicação. O TEACCH foi desenvolvido nos anos 60 no Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade da Carolina do Norte, Estados Unidos, e atualmente é muito utilizado em várias partes do mundo. O TEACCH foi idealizado e desenvolvido pelo Dr. Eric Schoppler, e atualmente tem como responsável o Dr. Gary Mesibov. O método TEACCH utiliza uma avaliação ao chamada PEP-R (Perfil Psicoeducacional Revisado) para avaliar a crianças levando em conta os seus pontos fortes e suas maiores dificuldades, tornando possível um programa individualizado. O TEACCH se baseia na organização do ambiente físico através de rotinas organizadas em quadros, painéis ou agendas – e sistemas de trabalho, de forma a adaptar o ambiente para tornar mais fácil para a criança compreende-lo, assim como compreender o que se espera dela. Através da organização do ambiente e das tarefas da criança, o TEACCH visa desenvolver a independência da criança de modo que ela necessite do professor para o aprendizado, mas que possa também passar grande parte de seu tempo ocupando-se de forma independente.
ABA – Análise aplicada do comportamento. O tratamento comportamental analítico do autismo visa ensinar a criança habilidades que ela não possui, através da introdução ao destas habilidades por etapas. Cada habilidade e ensinada, em geral, em esquema individual, inicialmente apresentando-a associada a uma indicação ou instrução. Quando necessário é oferecido algum apoio que deverá ser retirado tão logo seja possível, para não tornar a criança dependente dele.
O primeiro ponto importante é tornar o aprendizado agradável para a criança. O segundo ponto é ensinar a criança a identificar os diferentes estímulos. A principal critica ao ABA é também, como no TEACCH, a de supostamente robotizar as crianças. Outra critica a este método é que ele é caro.
PECS – Sistema de comunicação através da troca de figuras. O PECS foi desenvolvido para ajudar crianças e adultos autistas e com outros distúrbios de desenvolvimento a adquirir de comunicação. O sistema é utilizado primeiramente com indivíduos que não se comunicam ou que possuem comunicação, mas a utilizam com baixa eficiência. O PECS visa ajudar a criança a perceber que através da comunicação ela pode conseguir muito mais rapidamente as coisas que deseja, estimulando-se assim a comunicar-se.
Referências:
http://www.caleidoscopio-olhares.org/artigos/Palestra%20Gillberg%2020051010.pdf
http://www.universoautista.com.br/autismo/modules/news/article.php?storyid=399
http://www.usp.br/agen/?p=52266
http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=31652&op=all
http://www.ic.unicamp.br/~wainer/cursos/906/trabalhos/autismo.pdf

PostHeaderIcon Artigo

Cães de Serviço X Cães Terapeutas: Qual é a diferença?

O Americans with Disabilities Act (ADA) define cães de serviço como qualquer cão é treinado para prestar assistência à uma pessoa com deficiência. Por exemplo, alguns cães são treinados para puxar cadeiras de rodas, outros são ensinados a alertar para os sons do telefone, temporizadores forno, despertadores, alarmes de fumaça, e até mesmo choro de um bebê. Os cães de serviço não são considerados animais de estimação.

Golden Retriever de assistência e seu dono

Golden Retriever de assistência e seu dono

Há tantos tipos diferentes de cães de assistência que pode ser confuso. Cães-guia, cães para surdos, cães de equilíbrio/apoio, cães de serviço psiquiátricos, cães de sinalizadores de convulsões, cães para alerta à diabéticos – há até mesmo cães que foram treinados para detectar amendoim para pessoas que têm alergias que colocam a vida em risco por causa do amendoim! (Por favor note que esta não é uma lista completa de todos os tipos de cães de assistência). Cada um desses cães são treinados em tarefas específicas para ajudar os seus parceiros.

Os cães de serviço

O que é um cão de serviço?

Segundo a Assistance Dogs International (ADI), entidade norte americana, o cão de serviço é “um cão que trabalha para as pessoas com deficiência. Eles são treinados para executar uma grande variedade de tarefas, incluindo mas não limitado a puxar uma cadeira de rodas, órtese, recuperação de objetos, alertar a uma crise médica e prestar assistência durante uma crise médica. “
Cães de serviço são selecionados de acordo com a sua raça e tamanho, para desempenhar funções específicas. São selecionados desde filhotes e treinados para que possam ser entregues aos seus futuros donos quando estiverem desempenhando perfeitamente suas tarefas.
Eles são cães de trabalho, não animais de estimação, e cada cão deve ser treinado para executar tarefas específicas para o seu parceiro. Sob a ADA, nos Estados Unidos, os cães de serviço têm acesso público, o que significa que podem acompanhar o seu parceiro em qualquer lugar aberto ao público em geral. Isso inclui restaurantes, cinemas, supermercados e outras empresas e entidades sem fins lucrativos. Legalmente, o acesso a locais públicos não pode ser negado a menos que o cão esteja fora de controle.
No Brasil, a lei ainda se limita aos cães-guia de cegos, estes podem frequentar locais públicos junto com os seus donos.
Um detalhe muito importante sobre os cães de serviço é que o seu trabalho requer muita concentração, portanto não se deve acariciar e nem chamar a atenção de um cão de serviço, a não ser que com consentimento e autorização do seu dono. Distrair um cão de serviço durante o seu trabalho pode causar acidentes.

Cães de Terapia

O que é um cão de terapia?

Mel, cadela terapeuta em visita ao asilo.

Mel, cadela terapeuta em visita ao asilo.

Um cão de terapia é um animal que treinado para fornecer carinho e conforto para as pessoas. Cães de terapia, muitas vezes visitam hospitais, asilos e escolas para interagir com as crianças e adultos que ali se encontram. No entanto, os cães de terapia não têm acesso público. Eles devem ser convidados a entrar em um lugar público.

Estes cães são muitas vezes são treinados para tarefas específicas e utilizados em tratamentos para a saúde física e emocional dos humanos. São utilizados em sessões de Fisioterapia por exemplo, onde os exercícios tradicionais são adaptados pelo fisioterapeuta responsável, de forma que o cão participe, incentivando o paciente tornando-se, dessa forma, um catalizador do seu tratamento.
Cães terapeutas trabalham em parceria com o seu dono/condutor, obedecendo seus comandos específicos para cada trabalho.
Ao contrário dos cães de serviço, cães terapeutas podem ser de qualquer tamanho ou raça. Podem ser selecionados depois de adultos, de acordo com as suas características. Um cão carinhoso, que se relaciona bem com outros cães, animais e pessoas, entende comandos básicos e é controlado, em tese, pode ser um cão terapeuta.
Os cães, para se tornarem terapeutas, devem sempre passar por uma avaliação comportamental de um especialista na área e ter um rígido controle de saúde para não oferecer qualquer risco aos pacientes que receberão as suas visitas.
Abaixo um vídeo sobre as sessões de Fisioterapia Assistida por Cães promovidas pelo INATAA com a fisioterapeuta Claudinéa Yamashiro, no Lar Pe Vicente Melillo:


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Fonte: INATAA e Susquehanna Service Dogs Blog
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PostHeaderIcon Feliz Páscoa!

inataa_pascoa2013

PostHeaderIcon Homenagem: Dia Internacional do Voluntário

Hoje, dia 5 de Dezembro, comemoramos o Dia Internacional do Voluntário.
Este vídeo é a nossa homenagem aos nossos voluntários e aos voluntários do mundo, que dedicam tempo, trabalho, amor e carinho a quem mais precisa. Parabéns e muito obrigado! Um grande abraço a todos vocês.

PostHeaderIcon Coluna: Cão Herói

Conheça a história de Capuccino, um dos cães heróis do Inataa

por Thaís Pepe

Capuccino é um vira-lata dócil e agitado. Seus donos, Ana Cristina e Renato, contaram para nós um pouco de sua história. Tudo começou quando Ana viu o cãozinho pela primeira vez em uma pet shop. Foi amor à primeira vista.
Capuccino em uma visita no asilo Ondina Lobo

Capuccino em uma visita no asilo Ondina Lobo

Como Capuccino já tinha seis meses quando foi adotado, ele já era bem grande e quase nem cabia na gaiola. E como ficava muito preso, era bastante agitado. Nosso cão herói teve de passar por um adestramento para se tornar um cachorrinho mais calmo. Mesmo sendo muito manso, ele se mostrava ainda mais agitado quando estava na presença de outros cachorros.
Hoje, ele é um exemplo de cão terapeuta e já trabalha no asilo Ondina Lobo há 6 meses, além de ajudar também em uma escola para crianças especiais. Ana conta que esses trabalhos melhoraram a qualidade de vida do Capuccino. “Depois que começou a trabalhar, meu cachorro ficou mais calmo e mais dócil do que era. Sem falar que ele adora vir aqui. Quando a gente pega a bandana ele já fica todo feliz e quando passamos aqui na porta ele sempre quer entrar”.
Quando questionada sobre o que ela, Renato e Capuccino vivenciaram nesses meses de trabalho voluntário, ela conta: “Existem alguns idosos que dizem que não gostam de cachorro e não quer que chegue perto mas também não querem que a gente vá embora. Como o Capuccino faz alguns truques, a pessoa acaba gostando mesmo tendo algum medo. E quando dizemos que vamos embora eles pedem para ficarmos”.

Capuccino à trabalho

Capuccino a trabalho

Capuccino e seus donos, os voluntários Renato e Ana Cristina

Capuccino e seus donos, os voluntários Renato e Ana Cristina

É voluntário e tem alguma história para nos contar? Escreva para a gente e mande para imprensa@inataa.org.br.

PostHeaderIcon Inataa abre inscrições para voluntariado

Voluntariado Inataa

A procura de novos voluntários

Para quem acompanha o trabalho do Inataa e gostaria de ajudar, a Ong está com inscrições abertas para novos voluntários. No dia 21 de outubro vai acontecer uma palestra de apresentação para que os interessados possam conhecer mais de perto o trabalho do Inataa.

Lembrando que voluntários com ou sem cão podem participar. Disponibilizando um pouco de seu tempo, você pode ajudar a levar saúde e bem-estar a quem precisa.

Venha conhecer mais de perto o lindo trabalho que o Inataa promove.
Para mais informações acesse o site www.inataa.org.br e para se inscrever, mande um email para contato@inataa.org.br.

PostHeaderIcon INATAA na Feira Hospitalar 2012

Este ano voltamos à Feira Hospitalar com os cães terapeutas novamente à convite da SOBRATI (Sociedade Brasileira de Terapia Intensiva). Foi um grande prazer estar no estande mostrando o trabalho de Terapia e Atividade Assistidas por Animais para os visitantes da feira.

No primeiro dia, terça-feira, a Yorkshire Mel, a Golden Lola e o s.r.d Zequinha fizeram muito sucesso no pavilhão do Expo Center Norte, chamaram a atenção de todos e ajudaram muito na divulgação do trabalho do INATAA junto com a Laís Milani e Kátia Aiello. Tivemos todo o apoio do Dr. Douglas Ferrari, da SOBRATI, que caminhou conosco pela feira.

Fátima Neves durante a palestra (Foto: Laís Milani)

Fátima Neves durante a palestra (Foto: Laís Milani)

No dia seguinte o INATAA participou do IV Congresso Hospitalar de Emergência e Terapia Intensiva, promovido pela própria SOBRATI, que aconteceu paralelamente à feira também no Expo Center Norte. Nossa presidente, Fátima Neves falou sobre a Terapia e Atividade Assistida por Animais, na Palestra Internacional ONU – Humanização na UTI (The Never Ending Journey) / Cães Terapêuticos – Psicologia. Ela foi acompanhada pela Cristiane e Laís, com os cães Aníbal e Thor.
Na sequência, algumas fotos e vídeo do evento

Zequinha e Kátia (Foto: Laís Aranha/Bicho Grilo Fotografia)

Zequinha e Kátia (Foto: Laís Aranha/Bicho Grilo Fotografia)

Lola, fazendo amigos da feira (Foto: Laís Aranha/Bicho Grilo Fotografia)

Lola, fazendo amigos da feira (Foto: Laís Aranha/Bicho Grilo Fotografia)

Thor, Labrador, durante a palestra (Foto: Laís Milani)

Thor, Labrador, durante a palestra (Foto: Laís Milani)

Melzinha (Foto: Laís Aranha/Bicho Grilo Fotografia)

Melzinha (Foto: Laís Aranha/Bicho Grilo Fotografia)

Lola, ajudando na divulgação da TAA na Feira (Foto: Laís Aranha/Bicho Grilo Fotografia)

Lola, ajudando na divulgação da TAA na Feira (Foto: Laís Aranha/Bicho Grilo Fotografia)

Zequinha e Kátia (Foto: Laís Aranha/Bicho Grilo Fotografia)

Zequinha e Kátia (Foto: Laís Aranha/Bicho Grilo Fotografia)

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Feira Reatech 2011

Feira Reatech 2011

Feira Reatech 2011

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