. O que é preciso para ser um “Cão Terapeuta”?

Muitas pessoas me dizem que gostariam de tornar seus cães “Cães Terapeutas”. Mas afinal, o que diferencia um cão terapeuta dos demais?

Estes animais devem ter como principal virtude o amor às pessoas. O cão devem gostar e querer estar com pessoas e seus donos/condutores devem sempre estimular este comportamento.

A socialização é outro ponto importante. Cães bem socializados são mais confiantes e relaxados, pois passam por várias experiências anteriores que lhes proporcionam equilíbrio para lidar com novas situações. Cães terapeutas devem ser socializados em ambientes diversos, devem ir ao shopping, parques, ruas movimentadas, salas fechadas, devem andar de carro, de elevador, etc. Devem agir com naturalidade frente à pessoas com necessidades especiais e mobilidade reduzida, crianças, adultos e idosos. E também frente à situações envolvendo todo tipo de objetos: guarda-chuvas, bonés, sacos plásticos, cadeiras de rodas, bengalas e andadores.

Também precisamos nos preocupar com a desensibilização. E o que é desensibilização?

É o ato de acostumar o cão a barulhos, toque e odores extremos. Isso é necessário, uma vez que o cão passará por algumas destas situações em seus ambientes de trabalho e deve estar calmo para reagir com equilíbrio, sem medo ou agressividade.

Em relação aos barulhos precisamos fazer com que o cão se acostume com sons estridentes, com volume elevado ou metálicos.
Quanto aos odores, devem ser cítricos, muito doces e alcoólicos. Devem ser aplicados em objetos, panos ou na própria pessoa, que deve abraçar o cão quando estiver perfumada.

A desensibilização ao toque é a mais importante, temos que ensiná-los a gostar de ser tocados: brutamente, devagar, com beijos, com abraços, tendo seus pelos puxados, puxando seus rabos e orelhas, pegando em suas patas, nos bigodes e nas suas bochechas.

odos estes procedimentos devem ser feitos de forma extrema, mas sem agressividade ou violência. Os cães devem sempre associar o toque a coisas positivas. Aqui a finalidade é mostrar ao cão que estas situações são normais e boas, uma vez que ele pode passar por isso durante uma sessão terapêutica ou em uma visita para atividade.

O adestramento básico deve ser ensinado ao cão para que o proprietário/condutor tenha maior controle. Devem ser ensinados, principalmente, os comandos básicos: “senta”, “deita”, “fica” e andar na guia sem puxar. Sempre lembrando que o treinamento deve sempre ser feito com reforço positivo.

Enfim nossos cães devem estar prontos para serem co-terapeutas e auxiliar nas sessões de terapia e/ou atividades com os assistidos.

Carla Bárbaro Venturelli

Voluntários


 



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